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Powell diz que haverá pressão internacional sobre Israel
O secretário de Estado americano, Colin Powell, alertou as autoridades israelenses e o grupo militante palestino Hamas que a comunidade internacional fará pressão para interromper o ciclo de violência no Oriente Médio. Ele deu essa declaração na Jordânia, depois de se encontrar com representantes da Rússia, ONU e União Européia no Fórum Econômico Mundial, repercutindo o fato de Israel ter matado um líder do Hamas no sábado. A morte de Abdullah Qawasmeh foi descrita pelo secretário americano como um "impedimento para o progresso" do plano de paz. Outros líderes presentes no fórum também criticaram a atitude israelense. Solana O responsável pela política externa da União Européia, Javier Solana, disse que a morte de Qawasmeh não vai contribuir para melhorar o clima das negociações do fórum, que está sendo reunindo líderes mundiais para discutir a situação do Oriente Médio depois da guerra. O ministro do Exterior egípcio, Ahmed Maher, classificou a situação como "muito ruim" e disse que "está claro que o plano de paz não está sendo implementado". Já para o chefe de gabinete da Autoridade Palestina, Yasser Abed Rabbo, a morte de Qawasmeh é "mais uma prova de que Israel vai continuar a sua política de assassinatos seletivos", e tem o objetivo de "obstruir qualquer diálogo para que se chegue a uma trégua". Por outro lado, o primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, disse que o assassinato do líder do Hamas foi uma "bem-sucedida e importante operação que será seguida por outras semelhantes, a não ser que os palestinos tomem providências contra o terrorismo". Qawasmeh era acusado por Israel de ser o responsável por três dos atentados suicidas que aconteceram neste ano um em Haifa, em março, e outros dois em Jerusalém, em maio e junho. No último, morreram 17 pessoas, além do suicida. A morte do líder do Hamas que segundo os israelenses teria sido baleado ao tentar resistir à prisão, enquanto os palestinos dizem que ele foi alvejado em frente a uma mesquita acontece pouco após a Autoridade Palestina e o Hamas terem encerrado discussões visando um cessar-fogo com Israel. Representantes do governo israelense dizem se reservar o direito de se prevenir contra "bombas-relógio", ou seja, militantes que estariam prestes a agir, enquanto aguardam que os palestinos tomem suas próprias medidas para conter os militantes. |
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