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Atualizado às: 27 de junho, 2003 - Publicado às 06h37 GMT - 03h37 (Brasília)
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Polícia francesa prende 300 militantes iranianos em Paris

A polícia francesa começou a fazer grandes blitze em bairros de Paris onde há membros do grupo oposicionista iraniano Popular Mujahideen.

Mais de 300 pessoas foram presas nesta terça-feira numa operação que envolveu 1,3 mil policiais. Eles tinham mandado judicial emitido pelo juiz antiterror Jean-Louis Bruguiere.

As prisões vieram depois de uma longa investigação sobre atividadades do grupo Popular Mujahideen, que no passado foi considerado uma organização terrorista pelo Irã, Estados Unidos e União Européia.

Mais de US$ 1 milhão (aproximadamente R$ 2,87 milhões) em dinheiro, além de computadores, foram apreendidos nas blitze no bairro de Val d'Oise, região norte de Paris, e em Yvelines, no oeste da cidade.

Mulher

A correspondente da BBC em Paris Caroline Wyatt disse que, de acordo com fontes policiais, a organização estava "prestes a cometer ou a financiar atos de terrorismo".

De acordo com a agência de notícias France Presse, entre os presos está Maryam Rajavi, esposa do líder do grupo, Massoud Rajavi.

Ela é apontada pelo Popular Mujahideen como a "futura presidente do Irã".

Um irmão do líder, Saleh Rajavi, também teria sido preso quando a polícia vasculhou o centro de operações do Conselho Nacional de Resistência do Irã, a mais importante organização oposicionista iraniana, que reúne diversos grupos.

O porta-voz do Popular Mujahideen, Ali Safavi, disse à AFP que "as acusações são absolutamente ridículas".

Ele também afirmou que os militantes do grupo vivem em Paris há muitos anos e que nunca tiveram problemas.

"Onde quer que eles estejam, eles nunca estão envolvidos em atividades ilegais nos países que os abrigam."

Ali Safavi acusou a França de "tentar bajular o governo islâmico do Irã" e afirmou que as prisões foram parte de uma "conspiração concertada" entre os dois governos.

A União Européia declarou o grupo Popular Mujahideen como organização terrorista em maio do ano passado, mas esta foi a primeira vez que as autoridades francesas agiram para deter seus membros.

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