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Atualizado às: 27 de junho, 2003 - Publicado às 06h02 GMT - 03h02 (Brasília)
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Comitê britânico abre inquérito sobre crise de armas do Iraque

Um comitê do Parlamento britânico começa a investigar nesta terça-feira se o governo do primeiro-ministro Tony Blair exagerou as informações sobre a ameaça representada pelo Iraque.

O Comitê de Relações Exteriores do Parlamento deve dedicar atenção especial às alegações do governo britânico de que o Iraque tinha a capacidade de realizar um ataque com armas de destruição em massa em 45 minutos.

Desde que a guerra no Iraque foi declarada oficialmente encerrada, nenhuma arma proibida foi encontrada no país, embora o suposto arsenal não-convencional de Saddam Hussein tenha sido um dos motivos citados por Estados Unidos e Grã-Bretanha para iniciar a ofensiva militar.

Robin Cook e Clare Short, membros do governo britânico que renunciaram aos seus cargos em meio à polêmica sobre a guerra no Iraque, devem prestar depoimento ao comitê, que tem o objetivo de avaliar o papel do Ministério de Relações Exteriores no caso.

Acusações

Cook e Short participaram de reuniões confidenciais do gabinete de Tony Blair antes do início da guerra no Iraque.

Após o conflito, Robin Cook acusou a coalizão de forças britânicas e americanas de fracassar nas buscas a armas químicas e biológicas no Iraque.

Já Clare Short afirmou acreditar que o primeiro-ministro Tony Blair "enganou" os britânicos ao apoiar a guerra no Iraque.

Blair e o seu diretor de comunicação, Alastair Campbell, se recusaram a aparecer diante do comitê, que realiza audiências abertas ao público.

O governo britânico também rejeita a realização de um inquérito judicial sobre as alegações de que o Iraque possuía armas de destruição em massa.

Investigação americana

Em Washington, o Congresso americano também deve abrir nos próximos dias inquéritos restritos para investigar as acusações de que o governo exagerou ou manipulou as informações sobre o arsenal iraquiano.

Na segunda-feira, o senador democrata Carl Levin disse ter provas de que a CIA (agência de inteligência americana) não forneceu aos inspetores da ONU, de forma deliberada, informações cruciais sobre as armas proibidas do Iraque.

Levin afirma que, se a opinião pública soubesse que as informações sobre o arsenal iraquiano não estavam sendo repassadas, haveria uma grande pressão popular pelo prosseguimento do processo de inspeções no Iraque.

A maioria republicana no Congresso americano, no entanto, rejeita a proposta de uma investigação formal sobre o assunto.

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