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Atualizado às: 16 de junho, 2003 - 19h00 GMT (16h00 Brasília)
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União Européia pressiona, mas Irã rejeita inspeção dura
Presidente do Irã (dir.) com enviado da ONU
A agência atômica da ONU quer inspeções no Irã
A União Européia decidiu se juntar à pressão internacional para que o Irã aceite inspeções internacionais de seu programa nuclear.

Ministros das Relações Exteriores de países europeus reunidos em Luxemburgo disseram que o Irã deve aceitar inspeções mais duras de seu programa nuclear "urgentemente e incondicionalmente".

A Agência de Energia Atômica Internacional, ligada à ONU, também apelou para que o Irã aceite essas inspeções mais rígidas, dizendo que o país deixou de informar várias de suas atividades nucleares.

Mas o Irã rejeitou essas acusações e respondeu imediatamente dizendo que não vai concordar com inspeções mais severas e sem aviso suficiente.

Sem clareza

Até agora, no entanto, os ministros da União Européia não chegaram a dizer com todas as letras que o Irã tem um programa secreto de armas atômicas.

O Irã diz que seu programa nuclear serve apenas para a geração de energia elétrica.

O país afirmou que só aceita inspeções mais duras se for levantada a proibição que pesa sobre o país de ter acesso a tecnologia nuclear. Mas essa idéia já foi rejeitada pelos Estados Unidos e por outros países.

Alguns países europeus querem que as relações comerciais com o Irã, reiniciadas no ano passado, sejam interrompidas.

Outros países dizem acreditar que a União Européia deve manter a porta aberta para o diálogo, como uma forma de obter maior transparência em assuntos nucleares, progresso nas reformas políticas e respeito aos direitos humanos no país.

Além de rejeitar o pedido de inspeções, o Irã também fez um protesto formal contra o que chamou de interferência dos Estados Unidos em seus assuntos internos.

O presidente George W. Bush tinha dito que era "positiva" a onda de protestos contra os líderes religiosos no país. As seis últimas noites na capital do país, Teerã, foram marcadas por manifestações por reformas políticas.

No domingo, um grupo de influentes intelectuais iranianos publicou uma carta aberta defendendo o direito da população de criticar seus líderes.

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