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Guerra atrasou acordo com EUA, diz presidente Fox na BBC | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente do México, Vicente Fox, disse que a guerra do Iraque atrasou as negociações de um acordo de imigração com os Estados Unidos durante uma entrevista interativa organizada pela BBC. "Depois de 11 de setembro, as prioridades dos Estados Unidos mudaram. Foi assim até o fim da guerra do Iraque", disse Fox em entrevista direto de sua residência oficial na Cidade do México, transmitida por rádio, pela TV e pela internet. O presidente disse que as negociações para o acordo com os americanos já foram retomadas. Leitores do site da BBC puderam enviar suas perguntas por e-mail e ouvintes e telespectadores puderam telefonar para colocar as suas questões ao presidente mexicano. As perguntas vieram dos Estados Unidos, da Costa Rica, da Espanha e até da Letônia. Na entrevista, Fox não quis falar sobre as suas diferenças com os americanos quanto à guerra no Iraque. "Para nós, isso é passado. Expressamos nossa posição durante o processo, mas agora estamos em termos mais positivos e construindo o futuro." Relação com EUA Fox tentou enfatizar durante toda a entrevista que quer fortalecer a relação com os americanos. Ele disse que o Nafta, o tratado de livre comércio da América do Norte, é "um sucesso". Questionado se confrontaria o governo americano na questão dos subsídios dados aos produtos agrícolas, o presidente mexicano respondeu: "Não temos que confrontar, não temos a necessidade nem a intenção de fazê-lo. Ao contrário, somos vizinhos, somos amigos e somos sócios comerciais". Sobre sua promessa de criar 1 milhão de empregos, Fox disse que não pôde realizá-la por causa da crise na economia mundial. "Felizmente conseguimos manter as taxas de desemprego em 2,7%. Essa é uma das melhores taxas no mundo", disse. |
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