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Aiatolá diz que reprimirá protestos 'sem piedade' no Irã | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, disse que, se os distúrbios na capital Teerã continuarem, a guarda islâmica será chamada para controlar os protestos, e os manifestantes não devem esperar compaixão. O alerta foi feito após três noites de manifestações em que milhares de iranianos tomaram as ruas da capital para protestar contra o presidente reformista Mohammad Khatami e as autoridades religiosas do país. Os manifestantes reclamam que não têm liberdade nem trabalho, e que os líderes do Irã entendem de religião, mas não sabem governar o país. O aiatolá acusou os Estados Unidos de tentarem fomentar a desordem e criar divisões entre as autoridades iranianas e o povo. Os protestos Um correspondente da BBC em Teerã disse que muitos iranianos estão se voltando contra o presidente Khatami porque estão frustrados com a falta de progresso nas reformas políticas no país. Durante os protestos, os manifestantes acusaram o presidente de ser fraco em relação aos seus rivais fundamentalistas e muito tímido na introdução de reformas no país. Khatami é considerado um liberal do ponto de vista ideológico. Desafiando a ação da polícia e de vigilantes que espancavam estudantes durante um dos protestos, os manifestantes gritavam slogans como "morte à ditadura" e "morte a Khamenei" – em referência ao líder supremo do país. No Irã, críticas públicas ao líder supremo podem resultar em cadeia. Alguns analistas acreditam que haverá mais protestos com a proximidade do aniversário de cinco anos das violentas manifestações estudantis de 9 de julho de 1999. |
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