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Novo ataque de Israel deixa pelo menos seis mortos | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Pelo menos seis palestinos morreram, nesta quinta-feira à tarde, em um novo ataque de helicópteros israelenses à Faixa de Gaza. Testemunhas disseram que entre os mortos estava Yasser Taha, um líder do grupo extremista Hamas procurado por Israel. Sua mulher e filha, um bebê, também teriam sido mortas no bombardeio. O novo ataque, próximo ao cemitério em que as 11 vítimas do ataque anterior estavam sendo enterradas, aconteceu depois de o Exército israelense ter recebido ordens para "eliminar" o Hamas, usando todos os meios disponíveis – foi o terceiro ataque contra o grupo em 24 horas. O Hamas ameaçou cometer novos atentados em Israel. Na quarta-feira, um homem-bomba explodiu um ônibus em Jerusalém matando 16 pessoas. "Alvos" A ordem do governo classifica todos os membros do Hamas, "do mais baixo escalão ao xeque Ahmed Yassin (líder espiritual)", como "alvos legítimos". Depois do atentado de quarta-feira, helicópteros israelenses bombardearam vários carros de líderes do Hamas na Faixa de Gaza, provocando a morte de nove pessoas. O recrudescimento do conflito abalou o otimismo voltava à região, após uma cúpula de paz na Jordânia, na semana passada, que reuniu os premiês israelense, Ariel Sharon, palestino, Mahmoud Abbas, e o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush. Na terça-feira, após um ataque de três grupos palestinos contra soldados israelenses, helicópteros do Exército israelense dispararam mísseis contra o carro em que viajava Abdel-Aziz Al-Rantissi, principal líder político do Hamas na Faixa de Gaza. Vingança Rantissi ficou ferido e, ainda do hospital, prometeu vingança – o que ocorreu no dia seguinte com a explosão de um ônibus, em Jerusalém Ocidental. Vários líderes ocidentais condenaram os ataques do Hamas e as retaliações israelenses e convocaram os governos de Israel e da Autoridade Palestina a dar seqüência aos compromissos assumidos no plano de paz para o Oriente Médio. Bush condenou o Hamas pelo atentado em Jerusalém e pediu que sejam cortados os canais de financiamento a organizações terroristas. Reunidos em Paris, o presidente francês, Jacques Chirac, e o premiê britânico, Tony Blair, também criticaram a volta da violência e defenderam o retorno ao processo de paz. |
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