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Atualizado às: 15 de junho, 2003 - 03h09 GMT (00h09 Brasília)
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'Saiam de Israel ou morram', diz Hamas a estrangeiros
Palestino é socorrido em hospital na Faixa de Gaza
Palestino é socorrido em hospital na Faixa de Gaza
O grupo militante palestino Hamas alertou os estrangeiros a deixarem Israel imediatamente.

Em um pronunciamento oficial, o grupo disse que vai transformar o país em apenas "escombros".

A ameaça do Hamas foi feita num dia em que as forças israelenses mataram nove pessoas em território palestino.

No último episódio, dois integrantes do grupo Jihad Islâmica foram mortos em confronto com tropas israelenses na cidade de Jenin, na Cisjordânia.

Mísseis

Em apenas 24 horas, foram disparados três mísseis de um helicóptero em Gaza.

Os ataques israelenses aconteceram depois de um atentado suicida do Hamas a um ônibus em Jerusalém que deixou 17 mortos, incluindo o suicida.

O Exército de Israel anunciou que vai usar "todos os meios" para perseguir membros do Hamas.

Nos Estados Unidos, a Casa Branca classificou o Hamas como "o maior obstáculo para o prosseguimento do plano de paz" no Oriente Médio.

"A questão é o Hamas. Os terroristas são o Hamas", disse o porta-voz da Casa Branca, Ari Fleischer.

A conselheira de Segurança Nacional, Condoleezza Rice, declarou estar convencida de que o "plano de paz de Bush continua absolutamente relevante".

Vítimas

Um dos mortos na Faixa de Gaza foi Yasser Taha, um dos principais líderes do braço militar do Hamas.

As bombas também mataram a esposa e a filha dele.

O ataque ocorreu perto do cemitério onde vítimas do ataque israelense de terça-feira estavam sendo enterradas.

Relatos dizem que entre quatro e seis mísseis foram lançados sobre o carro em que estavam.

No ataque de Jenin, os militantes do movimento Jihad Islâmica foram mortos durante uma operação de prisão. As vítimas estariam armadas.

Em sua página na internet, o braço militar do Hamas assume a responsabilidade pelo ataque a bomba de quarta-feira, dizendo que o nome do suicida era Sali Shabanah, 18 anos, de Hebron (Cisjordânia).

A operação é descrita como "a primeira de uma série" que vai "transformar em alvo todos os sionistas (como chamam os israelenses) usurpando nossa terra".

Em uma entrevista para a rede de TV Al-Jazeera, um homem descrito como um dos líderes do Hamas em Gaza, Mahmud Al-Zahhar, disse que os ataques eram para mostrar a Israel que a situação era "olho por olho, dente por dente".

O presidente palestino, Yasser Arafat, tem apelado para que a ONU intervenha "no banho de sangue deflagrado pela forças ocupadoras israelenses".

"Eliminar"

A rádio do Exército israelense tem divulgado que os militares têm ordem para "eliminar" o Hamas.

Os boletins dizem que todos os membros, "do mais baixo até o líder espiritual", o xeque Ahmad Yassin, deverão ser alvejados.

O porta-voz do governo israelense, Mark Sofer, afirmou à BBC que o governo preferia que a Autoridade Palestina lidasse com o problema.

"Se eles não estão de acordo ou não conseguem cuidar disso, nós vamos ajudá-los a fazer a tarefa, mas também vamos trabalhar por nós", disse ele.

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