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Atualizado às: 12 de junho, 2003 - 13h36 GMT (10h36 Brasília)
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Israel ordena Exército a 'eliminar' o Hamas
Jovens palestinos tremulam bandeiras do Hamas em Gaza
Israel afirma que membros do Hamas são "alvos legítimos"
O Exército de Israel recebeu instruções para "eliminar completamente" o grupo militante palestino Hamas, afirmou a rádio Israel.

A ordem do governo afirma que todos os membros do Hamas, "do mais baixo escalão ao xeque Ahmed Yassin (líder espiritual)", são "alvos legítimos".

Os militares também teriam sido autorizados a usar "todos os meios necessários" contra os integrantes da organização extremista islâmica, responsável pelo atentado suicida num ônibus no centro de Jerusalém que matou ao menos 16 pessoas na quarta-feira.

As medidas acontecem após 24 horas de violência no Oriente Médio que deixaram ao menos 25 mortos (16 no atentado em Jerusalém e 9 nas retaliações com disparos de helicópteros israelenses na faixa de Gaza).

Paz em xeque

O recrudescimento do conflito ocorre num momento em que o otimismo voltava a região após uma cúpula de paz na Jordânia, na semana passada, que reunir os premiês israelense, Ariel Sharon, palestino, Mahmoud Abbas, e o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush.

Na terça-feira, após um ataque de três grupos palestinos contra soldados israelense, o Exército de Israel disparou mísseis a partir de helicópteros contra o carro em que viajava Abdel-Aziz Al-Rantissi, principal líder político do Hamas na faixa de Gaza.

Ele ficou ferido e, do hospital, prometeu vingança - o que ocorreu horas depois com a explosão de um homem-bomba numa das principais avenidas de Jerusalém Ocidental.

Vários líderes ocidentais condenaram os ataques do Hamas e as retaliações israelenses e convocaram os governos de Israel e da Autoridade Palestina a dar sequência aos compromissos assumidos na rota da paz ("road map") para o Oriente Médio.

Bush condenou o Hamas pelo atentado em Jerusalém e pediu que sejam cortados os canais de financiamento a organizações terroristas.

Reunidos em Paris, o presidente francês, Jacques Chirac, e o premiê britânico, Tony Blair, também criticaram a volta da violência e defenderam um retorno ao processo de paz.

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