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Atualizado às: 30 de maio, 2003 - Publicado às 17h01 GMT - 14h01 (Brasília)
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Álvaro Uribe, presidente da Colômbia

Álvaro Uribe, presidente da Colômbia
Álvaro Uribe, presidente da Colômbia

Álvaro Uribe Vélez chegou à Presidência da Colômbia com o discurso de reprimir as guerrilhas marxistas.

A Colômbia tem uma guerra civil que já dura 38 anos e que alcançou agora intensidade nunca vista.

O projeto de Uribe enfrenta a óbvia oposição das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), que já tentaram assassiná-lo por pelo menos três vezes.

Um dos ataques mais recentes ocorreu nas vésperas das eleições presidenciais, na cidade de Barranquilla.

Os guerrilheiros colocaram uma bomba em um ônibus, estacionado em uma estrada que estava sendo usada pelo comboio da campanha de Uribe.

Ressentimentos

A bomba explodiu, mas o carro blindado de Uribe o salvou de ferimentos. Outras 16 pessoas no local não tiveram a mesma sorte: três morreram e 13 ficaram feridas.

Os problemas entre Uribe e as Farc vem de longe. Em 1983, guerrilheiros mataram a tiros seu pai, na fazenda da família em Antioquia.

"Não guardo ressentimentos", ele afirma. "Só quero servir à Colômbia."

A grande ironia da história é que as Farc levaram Uribe à vitória. Com a crise do processo de paz, a popularidade do discurso do candidato subiu.

O ex-presidente Andrés Pastrana tentou a via pacífica para resolver o conflito, o que somente aumentou o número de seqüestros, os casos de violência e extorsão.

"Demos aos guerrilheiros uma chance para negociar, e eles recusaram", afirmou Cristina Jimenez, 27 anos, professora em Medellín, reduto eleitoral de Uribe.

"Vamos ver se eles mudam seu comportamento com uma arma apontada para suas cabeças."

Uribe, com 49 anos, é advogado de formação e político profissional por instinto.

A aparência física de Uribe - franzino, com óculos e cara de estudioso (aluno de Oxford e Harvard) - contrasta com seu discurso de direita e sua história política.

Seus adversários têm munição farta contra ele, mas ninguém foi capaz de atingir o alvo com o eleitorado.

Eles têm tentado mostrá-lo como aliado dos paramilitares - acusados por massacres e assassinatos de guerrilheiros, sindicalistas, intelectuais de esquerda, ativistas de direitos humanos e jornalistas.

Muito do material para as acusações contra os paramilitares vem da época em que Uribe governou o Departamento (equivalente a Estado) de Antioquia, entre 1995 e 98.

Nessa época, ele montou uma rede de cooperativas de segurança rural, conhecidas como "Convivir". Pelo menos duas dessas organizações alimentaram as fileiras dos paramilitares.

Uribe não pede desculpas, e um de seus projetos é a criação de uma milícia nacional de um milhão de civis para aumentar a presença do Estado nas áreas sob controle dos guerrilheiros e paramilitares.

Durante o governo de Uribe em Antioquia, as Farc sofreram uma de suas piores derrotas.

Atacados por militares e paramilitares, os guerrilheiros foram expulsos da região produtora de bananas de Uraba. Desde então, eles tentam voltar.

Seria, no entanto, errado tomar Uribe como um disco de uma música só. Seu manifesto é completo e complexo, revelando o gosto do advogado por detalhes.

Sua habilidade administrativa também foi provada como prefeito de Medellín e governador de Antioquia.

Mas a sombra da sangrenta e extremista direita colombiana paira sobre ele.

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