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Atualizado às: 30 de maio, 2003 - 15h13 GMT (12h13 Brasília)
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Perfil do Ministro da Informação do Iraque
Mohammed al-Sahhaf
Al-Sahhaf é um xiita dentro de em um governo sunita
O ministro da Informação do Iraque, Mohammed Saeed Al-Sahhaf, se transformou em um rosto conhecido em milhares de lares ao redor do mundo desde o início da guerra.

Como ministro da Informação, ele é o principal porta-voz do governo, convocado para dar a sua avaliação dos eventos ao mesmo tempo em que a imprensa mundial mostra o cerco apertando cada vez mais ao redor de Bagdá.

No entanto, o homem que alguns chamam de o "otimista de Saddam Hussein" não é tido como um deles por entre os seus aliados mais próximos.

Sahhaf, um muçulmano xiita, é um estranho no ninho no governo dominado por sunitas que administra o Iraque desde 1968.

Início tardio

Ele nasceu em Hilla, perto de Karbala, a sul de Bagdá, e só chegou ao alto escalão do governo relativamente tarde em sua carreira.

Depois de estudar jornalismo, ele pensou em ser professor de inglês, mas desistiu depois de se filiar ao Partido Baath, em 1963.

Um curto emprego como chefe do sistema de comunicação iraquiano foi interrompido pelas ofertas do cargo de embaixador em Myanma, na Suécia e na ONU (Organização das Nações Unidas).

Al-Sahhaf foi nomeado para o ministério do Exterior em 1992 e se manteve no cargo até 2001, atravessando os difíceis anos após a Guerra do Golfo e as conseqüências das sanções impostas pela ONU e a expulsão dos inspetores de armas, em 1998.

De acordo com Haidar Ahmad, do partido de oposição Congresso Nacional Iraquiano, Sahhaf não é muito popular por seu oportunismo e teria a reputação de "lacaio" do partido.

Comparações

Em seus últimos anos à frente do ministério do Exterior, Sahhaf foi consideravelmente criticado e freqüentemente comparado desfavoravelmente ao seu predecessor, o atual vice-primeiro-ministro Tariq Aziz.

"O desempenho de Sahhaf como o principal diplomata do país não foi, nem de perto, tão bom quanto o de Tariq Aziz", teria dito o integrante do alto escalão governo ao jornal saudita Al-Watan.

Já o jornal Al-Quds, publicado em Londres, disse: "Ele freqüentemente faz discursos que teriam sido mais apropriados para um ministro da Defesa ou chefe da polícia".

Em uma reunião da cúpula árabe, pouco antes de sua saída do ministério do Exterior, houve comentários na imprensa de que "ele não parecia estar autorizado a tomar decisões na hora".

Houve muita especulação sobre a demissão de Al-Sahhaf do ministério, em abril de 2001.

Jornalismo

Alguns comentaristas afirmam que Uday, um dos filhos de Saddam Hussein, teria forçado a demissão de Al-Sahhaf depois de ele não ter conseguido articular uma posição árabe conjunta contra as sanções da ONU.

Sua indicação para o ministério da Informação lhe deu a oportunidade de aproveitar as suas credenciais de jornalista, algo que ele parece estar gostando de fazer cada vez mais desde o início da guerra.

Já se comentou também que as constantes aparições públicas dele seriam uma prova de que ele é uma figura dispensável entre os auxiliares de Saddam.

Seja qual for a verdade, os olhos do mundo se voltam diariamente para Al-Sahhaf, freqüentemente encontrando aparentes contradições entre as palavras dele e a realidade à sua volta.

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