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Perguntas e respostas: o novo plano de paz | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A aprovação do novo plano de paz para o Oriente Médio pelo governo de Israel abre caminho para a retomada das negociações entre israelenses e palestinos. A nova proposta, elaborada pelos Estados Unidos, já contava com o apoio de autoridades palestinas e foi aprovada pelo governo israelense com reservas. A aprovação, no entanto, significa que, pela primeira vez, o governo israelense se compromete com a criação de um Estado palestino. O correspondente da BBC em Jerusalém James Reynolds analisa os principais pontos da nova proposta: A aprovação da proposta pelo governo israelense foi uma decisão surpreendente? Não foi particularmente surpreendente. Sharon sabia que se ele rejeitasse a nova proposta, enquanto os palestinos já a haviam aceitado, a comunidade internacional iria culpá-lo por não dar uma chance ao processo de paz. Desse modo, do ponto de vista de Israel, era melhor aceitar a proposta com reservas do que rejeitá-la. Será que Sharon pode manter seu gabinete unido se a proposta for levada adiante? No momento, sim. Os representantes da direita e dos partidos religiosos, que votaram contra a proposta, dizem que não querem deixar o governo neste momento porque isso abriria caminho para que os representantes da esquerda os substituíssem. O papel dos Estados Unidos nessas negociações é importante? Por quê? Sim. Os Estados Unidos são o único país com influência suficiente para fazer esse processo andar. Outros países podem ajudar, mas a maioria acredita que um acordo final só será alcançado com a participação ativa dos Estados Unidos. Por que essa proposta poderia dar certo se tantas outras fracassaram no passado? Acredita-se que, desta vez, em um novo Oriente Médio, após a guerra no Iraque, a pressão sob os dois lados para que sejam feitas concessões será maior do que nunca. Será que Yasser Arafat pode ser afastado totalmente desse processo? Não. Arafat deixou claro que ainda é um integrante ativo desse novo processo de paz e mantém grande influência sobre os palestinos. Delegações internacionais, com exceção das americanas, ainda o visitam em Ramallah. A Autoridade Palestina vai conseguir controlar os atentados com eficácia? O novo primeiro-ministro palestino, Mahmoud Abbas, acredita que a melhor maneira de controlá-los é negociando um cessar-fogo com os grupos armados. Muitos acreditam que, se as circunstâncias forem adequadas, uma trégua será possível. As reservas ao plano feitas por Israel podem comprometer a paz? Ainda não está claro. Israel não fez objeções à criação de um estado palestino, que é uma das principais metas da proposta. Mas as ressalvas feitas sobre o cronograma e a ordem dos passos iniciais para a implementação da proposta podem dificultar o sucesso do plano. O Estado palestino proposto é viável? Esse é o objetivo da proposta. E para ser viável, Israel possivelmente terá que destruir a maioria dos assentamentos da Cisjordânia. Se o plano for implementado, como ficaria a situação dos colonos judeus e dos refugiados palestinos? Na fase inicial do plano, Israel deve suspender a expansão dos assentamentos judeus nos territórios ocupados palestinos. Na fase final, a questão dos assentamentos deve ser discutida e resolvida. A questão dos refugiados também foi deixada para a fase final. A proposta de paz fala em uma solução "justa e realista" para o problema dos refugiados. |
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