À margem da convocação de Felipão, uma prévia do que pode ocorrer no Mundial

Crédito, BBC Brasil
- Author, Jefferson Puff
- Role, Da BBC Brasil no Rio de Janeiro
O clima em torno do Vivo Rio, centro de eventos na Zona Sul do Rio de Janeiro onde Felipão anunciou a escalação da Seleção Brasileira nesta quarta-feira, é uma amostra do que pode ocorrer durante a Copa do Mundo.
Momentos antes do início oficial do evento, um grupo de cerca de 50 policiais federais do Estado do Rio de Janeiro deu início a um protesto.
Além das faixas e cartazes sobre suas demandas e as ameaças de paralisação, o grupo trouxe um elefante branco enorme que emitia sons em meio ao público.
André Vaz de Mello, presidente em exercício do sindicato dos policiais federais fluminenses, disse que nem mesmo os aeroportos serão poupados caso o governo não atenda as demandas da categoria.
"Vamos parar sim. Há chances reais de termos os aeroportos internacionais paralisados. Queremos nossas demandas atendidas em três áreas: valorização da profissão, reajustes salariais e revisões dos cargos", diz acrescentando que outras 26 capitais tiveram protestos semelhantes nesta quarta-feira.
Torcedores
Logo em frente um grupo de não mais que 15 torcedores misturava a paixão pelo verde e amarelo a cartazes contra racismo e de boa sorte a Felipão.

Crédito, BBC Brasil
Aristides Teles, de 59 anos, diz que não há dúvidas de que o Brasil será campeão. "No Brasil, numa Copa no Brasil, é claro que o Brasil vai ganhar. É claro que vai haver protestos, mas eu já me programei para assistir os jogos. Se um patrocinador cumprir sua promessa, conseguirei algumas entradas. Se não, vou ver no telão em Copacabana", conta.
Alguns chegam a ter uma relação ainda mais próxima com a Seleção e seu polêmico técnico.
"No ano passado ele me chamou, no palco, durante a convocação da Copa das Confederações. Eu subi e entreguei nas mãos dele uma das réplicas do troféu, que eu mesmo fabrico" diz Jarbas Meneghini, de 46 anos.
Não houve confrontos, e o ingrediente faltante nesta prévia foram, de fato, os manifestantes. A polícia de choque ficou de antes até depois do evento sob uma árvore, aguardando comando. Não foi necessário que eles entrassem em ação.
O fato é que concordando ou discordando com Felipão, o que mais chamou a atenção durante o evento foi o baixo comparecimento de torcedores e a falta de empolgação.












