Representantes de China e Taiwan têm encontro histórico

China e Taiwan promoveram, nesta terça-feira, um encontro histórico: foi a primeira vez que altos representantes dos dois países se reuniram desde o fim da Guerra Civil Chinesa, em 1949.
O chinês Wang Yu-chi e o taiwanês Zhang Zhijun participaram de quatro dias de encontro em Nanquim, na China continental.
Não foi divulgada a agenda oficial das delegações, em um encontro visto como estratégico para estabelecer confiança entre as partes.
Para o governo de Pequim, Taiwan não é um país independente, mas parte do território chinês. Nas aproximações anteriores, o diálogo era mediado por organizações internacionais.
Para Zhang, que é chefe do Escritório de Negócios de Taiwan na China continental, seria "impossível imaginar no passado que (os dois lados) pudessem se sentar e encontrar".
"Temos de ter alguma imaginação se quisermos resolver as dificuldades, não apenas para esse encontro. Deveríamos ter uma imaginação maior para o desenvolvimento do estreito (de Taiwan)", disse.
Estreitando relações
O encontro se deu de maneira discreta, sem bandeiras oficiais e sem os títulos costumeiros na identificação dos participantes, segundo a agência France Presse.
Pequim insiste que Taiwan é parte de seu território e reclama, abertamente, soberania sobre a ilha.
Taiwan, que recebeu o governo chinês exilado após a tomada de poder pelos comunistas liderados por Mao Tsé-Tung, autoproclama-se República da China e também reclama soberania sobre território continental.
Xadrez geopolítico
Desde a divisão da China, os Estados Unidos mantêm o compromisso de defender Taiwan, embora não reconheçam o território como país independente.
A situação criou décadas de estranhamento militar entre Washington e Pequim.
Mas os laços entre as duas Chinas vem melhorando, desde a eleição de Ma Ying-jeou, presidente taiwanês pró-Pequim.
Desde 2008, há voos regulares entre os dois territórios, e a chegada de turistas continentais tem impulsionado o turismo em Taiwan.
Acordos comerciais têm aberto caminho à expansão de empresas de tecnologia de Taiwan, que vêm investindo bilhões de dólares na China continental.
Mas as boas relações também estão sob risco, já que a popularidade de Ma Ying-jeou é baixa e seu partido pode perder as eleições neste ano.












