Estrela da NBA canta polêmico parabéns a líder norte-coreano
A estrela do basquete americano Dennis Rodman causou controvésia ao cantar os parabéns ao líder norte-coreano, Kim Jong-un, diante de milhares de pessoas na capital do país, Pyongyang.
Rodman disse que Kim era seu "melhor amigo". O evento contou com a presença da mulher do jovem líder e outros funcionários do alto escalão do regime.
Esta é a quarta visita do ex-jogador da NBA ao país, onde Rodman participa de uma partida de basquete para marcar o aniversário de Kim. Ironicamente, o regime não divulga a data oficial de aniversário de seu líder, nem a idade de Kim.
A visita causou controvérsia entre ativistas, por causa das acusações de abusos de direitos humanos que recaem sobre o regime norte-coreano. O governo dos Estados Unidos se apressou em dizer que Rodman não representa o país.
Cerca de 14 mil pessoas acompanharam o jogo em uma arena fechada em Pyongyang, onde Rodman cantou os parabéns ao líder norte-coreano, segundo a agência France Presse.
Rodman foi ao país acompanhado de um time com outros ex-jogadores da NBA.

A comemoração ocorre semanas após a execução do tio de Kim, Chang Song-thaek, que até então era um dos homens fortes do regime. A execução repentina levantou uma série de rumores sobre uma disputa de poder que poderia estar pondo em jogo a estabilidade do país.
Nesta semana, a agência oficial de notícias KCNA anunciou eleições parlamentares para 9 de março. A escolha dos novos membros do Parlamento pode dar uma ideia de como se deu a acomodação de poder após a morte de Chang.
Kenneth Bae
Dennis Rodman disse que está em uma missão da "diplomacia do basquete" na Coreia do Norte. Ele é o mais conhecido cidadão americano a se encontrar publicamente com Kim.
Ele afirmou também que sua visita poderia "abrir um pouquinho a porta" nas relações com o regime norte-coreano.
Rodman foi questionado várias vezes se ele iria usar a oportunidade para inteceder pela libertação de Kenneth Bae, cidadão coreano-americano condenado em maio do ano passado a 15 anos de trabalhos forçados.
A Coreia do Norte acusa Bae de conspirar contra o regime, após entrar no país como operador de turismo e missionário cristão.
Durante uma entrevista à rede CNN, Rodman declarou: "Se você entender o que Bae fez… Você entende o que ele fez nesse país? Eu adoraria de falar disso".
A Casa Branca se negou a comentar as declarações de Rodman e reiterou o apelo para a liberação de Bae, cujo estado de saúde é frágil.
A irmã de Bae reagiu às declarações e disse que o jogador "claramente não sabe nada sobre Kenneth Bae".