Após massacre, guardas acham arsenal em prisão na Venezuela

Uma varredura de segurança na prisão de Sabaneta, na Venezuela, onde 16 presidiários foram mortos durante uma briga entre gangues rivais há duas semanas, resultou na descoberta de um arsenal de mais de 100 armas e dezenas de milhares de cartuchos de munição.
Os presos foram temporariamente removidos da penitenciária, localizada perto da cidade de Maracaibo, no noroeste do país, após o confronto violento.
Algumas das vítimas teriam sido decapitadas e desmembradas.
As penitenciárias na Venezuela são conhecidas pela superlotação e pelos motins.
Esconderijo
Iris Varela, ministra do Serviço Penitenciário, afirmou que guardas já varreram metade da área da prisão até agora, apreendendo mais de 22 mil cartuchos de munição, assim como pistolas e rifles.
A operação também descobriu túneis de até 15 metros de profundidade, onde estavam armazenados 12 kg de maconha e cocaína.
"O peso da lei será sentido fortemente por aqueles bandidos encontrados contrabandeando esses itens para dentro da cadeia", afirmou Varela.
Ela acrescentou que as armas vão ser derretidas e que o aço será usado na construção de casas para a população carente.
Segundo dados compilados pela ONG Observatório Venezuelano de Prisões, a penitenciária de Sabaneta é a mais violenta do país, com um saldo de 69 mortos atrás das grades até agora neste ano.
A Venezuela possui uma das mais altas taxas de crime e de homicídio na América Latina e sua Justiça luta para lidar com a intensa carga de trabalho.
A população de presos também vem aumentando nos últimos anos e muitos ainda aguardam julgamento.
O Observatório Venezuelano de Prisões afirma que 80% das prisões são controladas por prisioneiros e muitas delas passam ao largo do controle das forças de segurança.












