Chávez liderou sua tentativa de golpe contra o governo venezuelano em meio ao crescente descontentamento provocado por medidas de austeridade econômica. Ele passou dois anos na prisão. Foi libertado com a anistia aprovada pelo novo presidente, Rafael Caldera. Fundou o Movimento Quinta República e fez a transição de militar a político.
Quando Chávez assumiu o poder, em 1999, a velha ordem na Venezuela estava se desintegrando. Sua figura transformou por completo o rosto da política venezuelana e a dinâmica das relações latino-americanas. Chávez prometia políticas sociais "revolucionárias" e atacava constantemente os "oligarcas predadores", descritos por ele como servidores corruptos do capitalismo internacional.
As relações com Washington ficaram cada vez mais conturbadas. Chávez acusou o governo do então presidente George W. Bush de "combater o terror com o terror" durante a guerra no Afeganistão, após os ataques de 11 de Setembro de 2001. Ele também acusava os EUA de estarem por trás do breve golpe que o afastou do poder por 47 horas em abril de 2002.
Em 2006, Chávez foi reeleito mais uma vez, com quase 63% dos votos, bem à frente do adversário, Manuel Rosales. Apesar da vitória, no ano seguinte Chávez sofreu uma derrota no referendo constitucional que incluia a proposta de permitir que o presidente se candidatasse à reeleição quantas vezes quisesse.
Um incidente envolvendo Chávez e o rei Juan Carlos da Espanha marcou a Cúpula Ibero-Americana em Santiago, no Chile, em 2007. Irritado com o presidente venezuelano, que havia chamado o então primeiro-ministro espanhol José María Aznar de fascista, o rei proferiu a agora famosa frase: "Por que não te calas?".
Em junho de 2011, Chávez anunciou ao povo venezuelano que tinha câncer e estava sendo submetido a tratamento. Seguiram-se várias viagens a Cuba para cirurgias, radioterapia e quimioterapia. Cresceram também rumores sobre seu estado de saúde, já que o governo não fornecia informações detalhadas sobre a doença.
Em agosto de 2012, uma grande explosão na maior refinaria de petróleo da Venezuela matou 42 pessoas e interrompeu a produção por dois dias, levando Chávez a declarar três dias de luto nacional. Críticos acusaram a estatal PDVSA de negligenciar a manutenção das refinarias, ao direcionar as receitas do petróleo para programas sociais do governo Chávez.

Aliança bolivariana sob ameaça?






























