
Maduro também anunciou a expulsão de adidos da embaixada americana em Caracas
Em uma reunião realizada antes de confirmar a morte do presidente Hugo Chávez, o vice-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse nesta terça-feira que o câncer do presidente Hugo Chávez foi causado por seus "inimigos".
"O presidente foi atacado por esta doença", disse Maduro durante o encontro de seu gabinete no palácio presidencial de Miraflores. "Os inimigos feriram o presidente."
Maduro disse que tem pistas para colocar em curso uma investigação científica e comprovar a denúncia.
A reunião teve a participação do alto comando militar, governadores aliados de Chávez, o ministro do Interior e um irmão do presidente, Adán Chávez, além de outros funcionários do governo.
Há três meses Chávez havia se submetido à quarta cirurgia para tratar do câncer na região pélvica.
Estados Unidos
Em suas declarações nesta terça-feira, o vice-presidente também acusou os Estados Unidos de tentar desestabilizar a Venezuela e anunciou a expulsão de dois adidos aeronáuticos da embaixada americana em Caracas, sob a acusação de fazer contatos com as Forças Armadas venezuelanas para desestabilizar o país.
Por meio de um comunicado à imprensa, o Departamento americano de Defesa confirmou a informação referente ao adido aeronáutico em Caracas, David Delmonaco, e o adido-assistente, Devlin Coastal.
Segundo o Departamento de Defesa, Coastal já está nos Estados Unidos e não retornará à Venezuela, enquanto Delmonaco está a caminho.
O ministro venezuelano das Relações Exteriores, Elias Jaua, disse que os dois adidos foram considerados personas non gratas e têm 24 horas para deixar o país.
O governo de Caracas acusa os dois de manter contatos telefônicos e pessoais com militares venezuelanos a fim de propor planos desestabilizadores.
O porta-voz do Pentágono, tenente-coronel Todd Breasseale, confirmou a expulsão em um comunicado.
"Estamos a par das acusações feitas pelo vice-presidente da Venezuela, (Nicolás) Maduro, por meio do canal de televisão estatal em Caracas, e podemos confirmar que nosso adido aéreo, coronel David Delmonaco, está regressando aos EUA", disse.
O Departamento de Estado americano rebateu as acusações.
"Rejeitamos totalmente a acusação do governo venezuelano de que os Estados Unidos estejam envolvidos em qualquer tipo de conspiração para desestabilizar o governo da Venezuela, afirmou o órgão através de comunicado.
"Além do mais, rejeitamos absolutamente as alegações específicas levantadas pelo governo venezuelano contra o adido aeronáutico David Delmonaco e o adido-assistente Devlin Kostal".
Colaborou Pablo Uchôa, de Washington para a BBC Brasil



















