
Presidentes François Hollande e Dilma Rousseff se encontram em Paris
A presidente Dilma Rousseff e o presidente francês, François Hollande, defenderam nesta terça-feira em Paris medidas de estímulo ao crescimento e de criação de empregos como forma de lutar contra a crise econômica.
Os dois líderes também defendem a idéia de uma aliança global para criar instrumentos de combate à crise.
"O Brasil e França estão posicionados de forma complementar e têm uma perspectiva comum", afirmou Dilma ao lado de Hollande no discurso de abertura do "Fórum pelo progresso social: o crescimento como saída da crise".
O evento, co-organizado pelo Instituto Lula e pela Fundação Jean-Jaurès, também contou com a presença do ex-presidente Lula, que irá encerrar a conferência na quarta-feira.
Lula está evitando a imprensa em Paris após as revelações de Marcos Valério sobre sua participação no esquema do mensalão.
Dilma voltou a criticar no evento as políticas de austeridade fiscal adotadas pelos países europeus.
"Superamos a visão incorreta que contrapõe, de um lado, as medidas de incentivo ao crescimento, e de outro, os planos de austeridade. Esse é um falso dilema", afirmou Dilma.
"A responsabilidade fiscal é tão necessária quanto são imprescindíveis medidas de estímulo ao crescimento, pois a consolidação fiscal só é sustentável em um contexto de recuperação da atividade econômica", disse a presidente.
"Devemos unir nossas forças, definir prioridades globais, mobilizar as opiniões sobre os grandes desafios: crescimento, emprego dos jovens, transição energética e luta contra as desigualdades", disse Hollande.
O Le Monde e Le Figaro afirmam, em artigos sobre a visita de Dilma à França, que a presidente brasileira "busca na França um aliado contra a austeridade" imposta pela Alemanha aos países da zona do euro.
Os jornais ressaltam o discurso comum dos dois líderes sobre a necessidade de medidas para estimular o crescimento. Mas para o Le Monde, Dilma tem sido bem mais "explícita" do que Hollande em relação ao tema.
O Le Monde afirma que Dilma, segundo fontes não mencionadas, estaria "decepcionada" com a "falta de vigor" de Hollande para lutar contra políticas de austeridade na Europa e sua pouca "resistência" nas discussões com a chanceler alemã, Angela Merkel.
Bandeiras do Brasil

Presidente Dilma Rousseff passa tropas prancesas em revista no Palácio dos Invalides
Dilma recebe várias honras nestes dois dias de visita de Estado à França.
Nesta manhã, ela recebeu honras militares no Palácio dos Invalides, onde está o túmulo de Napoleão Bonaparte, ao som dos hinos do Brasil e da França e passou em revista as tropas francesas.
Logo depois, ela fez um curto desfile de carro, escoltado pela cavalaria da Guarda Republicana, pela avenida Champs-Elysées, decorada com bandeiras do Brasil e da França.
"Paris desenrola o tapete vermelho para o Brasil", escreveu o Le Figaro nesta terça-feira.
Nesta tarde, após o seminário sobre crescimento econômico, Dilma se reúne com Hollande no palácio do Eliseu, sede da presidência francesa.
O encontro será seguido de um jantar de gala.
Na reunião entre os dois líderes, sete acordos foram assinados. A maioria se refere à área da educação, como a ampliação do programa Ciências sem Fronteiras para bolsistas na França.



















