O jornalista americano Bob Schieffer, mediador deste terceiro debate, é considerado um dos mais talentosos da capital americana, Washington.
Atualmente, ele é chefe dos correspondentes da rede de TV CBS News e apresentador do programa "Face The Nation", veiculado na mesma emissora aos domingos.
Nascido em Austin, no Texas, Schieffer ingressou na CBS News em 1969, depois de passagens por um jornal de sua cidade natal, pelo qual cobriu a guerra do Vietnã, e uma rede de TV de Dallas.
Por duas décadas ininterruptas, de 1976 a 1996, o jornalista apresentou o principal telejornal noturno da CBS News aos sábados. Ele é vencedor de sete prêmios 'Emmy'.
Romney coloca a eleição de um presidente da Irmandade Muçulmana no Egito em sua lista de distúrbios e ameaças
Obama diz que o novo governo do Egito precisa ter responsabilidade em proteger as minorias. Ele afirma também que os Estados Unidos ajudarão o país a prosperar.
A segunda pergunta aos candidatos é sobre o papel dos EUA no mundo e como o país pode defender seus princípios.
Romney diz que quer um mundo pacífico, mas para que isso seja possível os EUA têm que ser fortes. Segundo ele, para que isso aconteça é preciso ter uma economia forte, o que não estaria acontecendo. Diz ainda que os cortes de trilhões de dólares no orçamento militar pode fazer o país perder sua posição de maior potência militar do mundo. Termina a fala dizendo que a influência americana não aumentou na gestão de Obama.
Segundo o editor da BBC nos Estados Unidos Mark Mardell, Romney está adotando uma tática de não atacar diretamente Obama ou desprezá-lo.
Após chamar os EUA de uma "nação indispensável", Obama leva o debate para temas internos. Após dizer que o país tem um sistema de alianças com outros países e inteligência nunca vistos, fala sobre educação e a necessidade de criar empregos dentro dos EUA. O democrata diz que o país está reduzindo a importação de petróleo e estimulando a economia verde.
O editor-executivo da BBC Brasil, Gary Duffy, lembra que Romney voltou a mencionar a América Latina neste terceiro debate, como ocorreu nos confrontos anteriores. Romney afirmou há pouco que os Estados Unidos devem focar na região - e não só na China - para retomar sua trajetória de crescimento.
A terceira pergunta é sobre Israel. "Qual de vocês declararia que um ataque em Israel equivaleria a um ataque aos EUA?"
Obama diz que, enquanto for presidente dos EUA, o Irã "não produzirá uma arma nuclear".
Romney diz que os laços dos Estados Unidos com Israel são fundamentais. Segundo ele, os Estados Unidos têm de dissuadir o Irã de seu programa nuclear. Ele não mencionou, entretanto, uma possível intervenção militar no país.
Obama ataca Romney no tema "orçamento militar". Afirma que o oponente propõe um corte de US$ 5 trilhões em impostos e depois um investimento de US$ 2 trilhões em armas "que os militares não estão pedindo". Afirma que a estratégia de Romney não dará certo.
O republicano diz que é capaz de balancear a o orçamento para levar seu plano à frente. Depois diz que a Marinha americana está "tão pequena quanto era em 1970" na administração de Obama. Romney acusa o democrata de querer cortar US$ 1 trilhão do orçamento militar.
Obama devolve dizendo que não quer fazer o corte mencionado e sobre a Marinha, diz que "também temos menos cavalos e baionetas" - se referindo á necessidade de investir em tecnologias e armamentos estratégicos.
Schieffer pergunta aos candidatos quais recursos os Estados Unidos utilizariam para dissuadir o Irã de seu programa nuclear.
Obama diz que não deixará o Irã promover negociações que não levarão à nada apenas para ganhar tempo, pois "o relógio está correndo". Romney aproveita para atacar o oponente, afirmando que Teerã percebeu que a administração de Obama não é forte o suficiente. Disse ainda que em vez de tomar atitudes fortes, Obama teria feito "viagens para pedir desculpas" pelos países árabes, sem ao menos visitar o maior aliado do país na região: Israel.
"Quando eu assumi o mundo estava dividido. O Irã ressurgia", diz Obama. Romney rebate: "Estamos quatro anos mais próximos de um Irã nuclear".
Há cerca de 20 minutos, o debate entrou em uma discussão econômica e doméstica, mais que de política internacional. Com Romney mais seguro sobre esse tema – e Obama com mais flancos para criticar o rival –, o duelo ficou inclusive mais vivo. Mas se afastou tanto do tema do encontro que o moderador foi obrigado a forçar a conversa de volta para a arena internacional. “Já ouvimos isto nos últimos debates”, ele disse.
A próxima pergunta é: "O que você faria se o prazo para a retirada das tropas americanas terminar e os afegãos ainda não estiverem preparados para assumir o controle do país?"
Romney diz que será possível cumprir o cronograma para retirar as tropas americanas do Afeganistão em 2014. Afirma porém que é preciso encorajar o Paquistão a estabelecer um governo mais estável, pois a situação do país influencia diretamente a situação no Afeganistão.
Obama enaltece a política de seu governo na preparação das forças de segurança do Afeganistão e diz que é preciso trazer os americanos de volta para casa para "construir pontes e escolas".
A próxima pergunta do moderador é: "O que você considera como a maior ameaça futura à segurança interna dos Estados Unidos?"
Obama diz que os Estados Unidos devem se preocupar com a China, de forma a garantir a competição com os produtos vindos do país asiático. Segundo o presidente americano, a proposta do republicano Romney não conseguirá fazer o país prosperar e, assim, permitir aos EUA vencer a concorrência com a China.
Romney diz que acredita que a maior ameaça futura dos EUA é o enriquecimento nuclear do Irã. Sobre a China, o republicano diz que o país asiático é um "manipulador de moedas", em alusão à paridade artificial do yuan em relação ao dólar.
Romney acrescenta que os EUA podem ser parceiros da China, porém, só se os chineses "respeitarem as regras". Ele criticou a "manipulação do câmbio" feita por Pequim e a pirataria feita contra produtos e tecnologias americanas. "Eles (chineses) podem ser nossos amigos, mas não podem destruir nossos empregos".
Obama diz que a China pode ser um importante parceiro estratégico na área militar em relação ao teatro de operações do oceano índico. Na área comercial, afirma que os EUA devem estabelecer parcerias comerciais com vizinhos da China para forçar o país a adotar "patrões internacionais" no comércio.
Em sua declaração final, Barack Obama promete criar mais empregos, especialmente na indústria, e melhorar o sistema educacional - "para investir nos empregos do futuro". Promete ainda reduzir a dependência americana em energia na área de petróleo e investir em tecnologias verdes. Afirma ainda que os EUA continuarão tendo a força militar mais poderosa do planeta e promete atender os desejos dos americanos. "Sempre ouvirei as suas vozes".
Por sua parte, o ex-governador de Massachusetts Mitt Romney destacou suas propostas de governo. Ele afirmou que equilibrará o orçamento dos EUA. "Eu sei o que fazer para trazer esse país de volta aos trilhos", disse. "Washington está quebrado", acrescentou. "É a nossa vez de pegar essa tocha", concluiu.
Termina o debate nos Estados Unidos. O próximo enfrentamento entre o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que tenta a reeleição, e seu adversário na corrida à Casa Branca, o ex-governador de Massachusetts Mitt Romney, será nas urnas no dia 6 de novembro deste ano.
Após o debate, Obama, ao lado de Michelle Obama, conversa com um neto de Romney. Os candidatos cumprimentam pessoas da platéia.
Terceiro debate
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