Para executar este conteúdo em Java você precisa estar sintonizado e ter a última versão do Flash player instalada em seu computador.
Centenas de milhares de pessoas participam nesta terça-feira do sexto dia de protestos e greves contra os planos do governo da França de reformar a Previdência do país.
As greves causaram problemas no sistema de transportes e nas escolas, enquanto bloqueios a refinarias atingiram o fornecimento de combustível. Manifestantes e policiais entraram em choques em várias cidades do país.
O sexto dia de protestos desde setembro visa pressionar o governo a desistir de elevar a idade mínima para aposentadoria de 60 para 62 anos, e de 65 para 67 anos a idade para o recebimento de aposentadoria pública total.
Na segunda-feira, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, afirmou que não abrirá mão da reforma, mesmo com a escalada dos protestos e com a ameaça de falta de combustível.
Essa reforma é essencial e a França irá implementá-la, disse Sarkozy. Mas é perfeitamente normal que haja preocupação e oposição em relação a ela.
O projeto de reforma da Previdência deve ser votado pelo Senado francês ainda esta semana. Apesar de a aprovação ter sido esperada inicialmente para quarta-feira, acredita-se que o debate pode se alongar até o fim de semana.
O projeto é considerado altamente impopular entre o público francês, e senadores de esquerda apresentaram centenas de emendas em uma tentativa de atrasar a votação.
Atrasos e cancelamentos

Refinarias de petróleo estão fechadas pelos grevistas há uma semana
Os protestos desta terça-feira causaram atrasos em viagens de avião e trem, além do fechamento de escolas em todo o país.
Pela manhã, metade dos voos no aeroporto de Orly, em Paris, e 30% dos voos no país em geral haviam sido cancelados.
Segundo uma pesquisa publicada pelo jornal Le Parisien, 52% dos franceses se dizem favoráveis a uma nova onda de greve. O número chega a 72% quando perguntados se têm simpatia pelo movimento.
As refinarias de petróleo estão sob bloqueio há uma semana, obrigando o fechamento de cerca de um quarto dos postos de gasolina no país, por falta de combustível.
A situação é tão preocupante que o governo já começou a retirar combustível de suas reservas, suficientes para três meses de suprimento.
Segundo o correspondente da BBC Gavin Hewitt, o temor da falta de combustível fez com que os franceses corressem para os postos que ainda funcionavam. Longas filas de carros se formaram diante deles.
O cenário mais grave é na região da Normandia, no noroeste do país, onde dois grandes depósitos de petróleo foram bloqueados pelos grevistas.
O governo anunciou ainda na segunda-feira a formação um Gabinete de crise com ministros para adotar medidas de emergência.