Escolha de sucessor de Lula fica para 2º turno entre Dilma e Serra

A petista Dilma Rousseff e o tucano José Serra disputarão o segundo turno das eleições presidenciais no próximo dia 31 de outubro, quando os brasileiros decidirão quem será o sucessor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Com quase a totalidade das urnas apuradas, segundo o TSE, Dilma obteve 46,8% dos votos contra 32,6% de Serra e 19,3% de Marina Silva (PV).
O resultado reflete a queda nas intenções de voto na petista que estava sendo indicada pelas pesquisas eleitorais. Tanto a petista como o tucano terão agora que disputar os votos que ficaram com Marina Silva no primeiro turno.
De acordo com a apuração, Dilma não conseguiu garantir vitória no Estado que possui o maior colégio eleitoral do país, São Paulo. Serra também garantiu a dianteira em mais sete Estados, incluindo Paraná e Santa Catarina.
A candidata do PV, <link type="page"><caption> Marina Silva</caption><url href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2010/10/101003_eleicao_marina_rp.shtml" platform="highweb"/></link>, foi a primeira a comentar o resultado na noite de domingo. Em um pronunciamento em São Paulo, ela pediu que Dilma e Serra "façam jus" à nova oportunidade para debater os problemas do país. Marina também sugeriu uma plenária para que o PV decida quem apoiará no segundo turno.
Pouco depois,<link type="page"><caption> Dilma</caption><url href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2010/10/101003_dilma_pronunciamento_fp.shtml" platform="highweb"/></link> fez uma declaração à imprensa em que disse que sua base de apoio é "guerreira" e que o segundo turno das eleições presidenciais será uma oportunidade para "detalhar ainda mais" suas propostas.
No final da noite, em um discurso em São Paulo, <link type="page"><caption> Serra</caption><url href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2010/10/101003_serra_pronunciamento_rp.shtml" platform="highweb"/></link> pediu que cada um dos militantes do PSDB trabalhe para conseguir um ou mais votos e disse que a partir desta segunda-feira “ninguém descansa” em sua campanha.
Disputa
A disputa tem agora, de um lado, a candidata do governo, Dilma Rousseff, apresentada ao eleitorado não apenas como a preferida do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, como também aquela cujo principal compromisso é continuar os projetos do atual governo.
Do outro está José Serra, que no início da campanha evitou a crítica generalizada à atual gestão e depois passou a ser mais contundente em seus ataques.
É possível prever que os dois lados terão que rever suas estratégias para o segundo turno.
Essa é a sexta vez, desde o fim do regime militar, que o brasileiro pode escolher, pelo voto direto, o seu candidato preferido para governar o país. É também a primeira vez em 20 anos que Lula não está entre as opções de voto.
Com índices de aprovação superiores a 70%, Lula deixará a seu sucessor um país que avançou nos últimos anos em diversos aspectos, sobretudo no campo econômico, embora ainda sofra com graves problemas sociais.
Se por um lado o país parece ter encontrado o rumo do crescimento com inflação sob controle, por outro lado os juros continuam os mais altos do mundo, pressionando a dívida pública para cima.
A economia brasileira se consolidou como a 8ª maior do mundo neste ano, mas o país ainda é apenas o 72º do mundo em renda per capita, atrás de países como Argentina (50º), México (53º), Turquia (57º), Venezuela (66º) e Irã (68º), segundo dados do Banco Mundial.
Outro setor que também evoluiu no país foi a educação. A taxa de analfabetismo, que em 1960 chegava a 40%, caiu a 9,7% no ano passado, segundo dados do IBGE.
Mas se os números absolutos mostram uma evolução, a qualidade do ensino ainda deixa a desejar. Um estudo elaborado pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) em 2007 colocou os alunos brasileiros entre os piores em conhecimentos de matemática, capacidade de leitura e ciências entre 57 países analisados.












