Mulheres-bomba matam pelo menos 37 em metrô de Moscou

Equipes de resgate carregam corpo na saída da estação de Lubyanka
Legenda da foto, Equipes de resgate carregam corpo na saída da estação de Lubyanka

Pelo menos 37 pessoas morreram em duas explosões no sistema de metrô de Moscou, na Rússia, na manhã desta segunda-feira.

Promotores russos afirmam que as explosões foram provocadas por duas mulheres-bomba.

A primeira explosão ocorreu na estação central de Lubyanka, embaixo da sede da principal agência de inteligência russa, a FSB, e matou pelo menos 23 pessoas, entre pessoas que estavam em um trem ou na plataforma ao lado.

A segunda explosão ocorreu na estação de Park Kultury, também segundo a agência, às 8h38 (1h38, no horário de Brasília), matando 14 pessoas. Outras 12 pessoas teriam ficado feridas.

O correspondente da BBC em Moscou Richard Galpin disse que ninguém assumiu a autoria dos ataques, mas que atentados suicidas similares na capital russa têm sido atribuídos a rebeldes islâmicos separatistas da Chechênia.

Em fevereiro, o líder rebelde checheno Doku Umarov tinha alertado que a área de "operações militares" de suas forças seria "expandida pelo território russo" e que "a guerra está chegando a suas cidades".

"A explosão atingiu o segundo vagão do trem que parou em Lubyanka, às 7h56 (0h56, no horário de Brasília)", disse a porta-voz Irina Andrianova, segundo a agência Tass.

"Não houve fogo. Equipes de resgate dos serviços russos de emergência e bombeiros estão trabalhando no local."

A sede do Serviço de Segurança Federal da Rússia fica acima da estação de metrô.

Segundo o correspondente da BBC em Moscou Rupert Wingfield-Hayes, as explosões parecem ter sido planejadas para causar o maior dano possível, em um momento em que muitas pessoas estão indo para o trabalho.

Este foi o pior atentado em Moscou desde 2004, quando uma explosão em um trem, atribuída a separatistas chechenos, matou 40 pessoas.