Premiê do Haiti diz que país pode liderar reconstrução

O primeiro-ministro do Haiti, Jean-Max Bellerive, disse nesta segunda-feira que seu país está em condições de liderar o trabalho de reconstrução após o terremoto do dia 12 de janeiro, que pode ter matado mais de 150 mil pessoas no país caribenho.
"O governo haitiano está trabalhando em condições precárias, mas pode fornecer a liderança que as pessoas esperam", disse Bellerive durante uma conferência em Montreal, no Canadá, que discute a reconstrução do Haiti.
"A principal prioridade agora é atender às necessidades vitais das vítimas, como comida e água, abrigo e assistência médica."
"O Haiti precisa de apoio maciço de seus parceiros na comunidade internacional no médio e longo prazo. O tamanho da tarefa exige que nós façamos mais, que façamos melhor e, sem dúvida, que trabalhemos de maneira diferente", acrescentou o primeiro-ministro haitiano.
<link type="page"><caption> Leia mais na BBC Brasil: Falta liderança na ajuda ao Haiti, diz especialista</caption><url href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2010/01/100125_haiti_leadership_mv.shtml" platform="highweb"/></link>
Dez anos
A conferência de Montreal foi convocada para avaliar o trabalho de reconstrução e o trabalho de ajuda às vítimas.
No evento, Bellerive ressaltou que será necessário um esforço “colossal” para reerguer o Haiti, e pediu o "apoio maciço" da comunidade internacional.
Por sua vez, o primeiro-ministro canadense, Stephen Harper, disse que serão necessários pelo menos dez anos para reconstruir o país.
Além de Harper e Bellerive, participam da conferência a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, assim como delegados de 20 países e representantes das Nações Unidas e do Banco Mundial.
Os Estados Unidos vão sediar, na sede da ONU em Nova York, uma conferência em março para o Haiti na qual deve ser anunciada uma ajuda financeira para a reconstrução do país.
Dívidas
A ONG britânica Oxfam pediu à comunidade internacional que cancele as dívidas do Haiti.
Segundo a Oxfam, o país deve US$ 900 milhões a Nações Unidas, Banco Mundial e a vários países.
O Banco Mundial já anunciou que está abrindo mão do pagamento de dívidas do Haiti pelos próximos cinco anos e que está estudando cancelar o restante do débito.
Na semana passada, o Clube de Paris (de governos credores), que inclui Estados Unidos, Grã-Bretanha, França e Alemanha, pediu a outras nações que sigam o seu exemplo e cancelem a dívida do Haiti.
Venezuela e Taiwan estão entre os maiores credores do país.












