Demolição de casas palestinas por Israel é 'preocupante', diz Hillary

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, disse nesta quarta-feira que está "muito preocupada" com a demolição de casas de palestinos na área ocupada por Israel em Jerusalém Oriental.
Após encontro com o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, em Ramallah, na Cisjordânia, Hillary qualificou a demolição como "inútil" e disse que o assunto será discutido com o governo israelense.
Israel costuma demolir casas pertencentes a palestinos em Jerusalém, alegando que elas são construídas irregularmente, mas os palestinos reclamam que que têm seus pedidos de licença geralmente negados.
Atualmente, está prevista a demolição de centenas de casas para dar lugar a um parque.
'Compromisso com a paz'
Além deste assunto, Hillary e Abbas também discutiram a situação na Faixa de Gaza, controlada pelo Hamas, e as negociações de paz entre israelenses e palestinos. Clinton voltou a dizer que o governo do presidente Barack Obama está "totalmente comprometido" em conseguir a paz entre os dois lados.
"Este é um compromisso que eu levo no meu coração, não apenas na minha pasta", afirmou Hillary. Na terça-feira, Hillary se reuniu com representantes do governo israelense e disse que a criação de um Estado palestino independente seria"inevitável".
Mas correspondentes dizem que o novo governo de Israel, formado provavelmente por uma coligação de direita oposta á ideia de um Estado palestino, pode impedir o avanço nas negociações de paz.
Assentamentos
Abbas reiterou seu comprometimento com as negociações de paz, mas pediu para que Israel interrompa todas as suas atividades nos assentamentos e reabra a fronteira de Gaza.
As colônias judaicas construídas em terras palestinas nas Cisjordânia, apesar de consideradas ilegais pela ONU, vem aumentando regularmente de tamanho e hoje abrigam cerca de 500 mil pessoas.
"Eles são geralmente construídos no alto de montanhas. Os assentamentos tendem a ser rodeados por uma área que, por motivos de segurança, os palestinos não podem usar para suas lavouras", diz a correspondente da BBC em Jerusalém Katya Adler.
A representante da ONU para assuntos humanitários nos territórios palestinos, Allegra Pacheco, afirma que "os colonos judeus ocupam 60% da terra e estão distribuídos por todo o território, o que prejudica a economia e as perspectivas de melhora da situação para os palestinos".
A organização israelense Peace Now, que defende uma saída pacífica para o conflito, diz que o governo tem planos para dobrar o número de assentamentos, acusação negada pelas autoridades.
Esta é a primeira visita de Clinton à região desde que assumiu o cargo de secretária de Estado.
Ele não vai se encontrar com representantes do grupo palestino Hamas, que controla Gaza, e é considerado pelos EUA como uma organização terrorista.












