Olmert: “não há trégua em Gaza sem Shalit”

Israel não aceitará nenhuma trégua na Faixa de Gaza a menos que o soldado israelense capturado em 2006 por militantes palestinos seja libertado, afirmou neste sábado o atual premiê do país, Ehud Olmert.
"A posição do primeiro-ministro é que Israel não vai chegar a um acordo sobre uma trégua antes da libertação de Gilad Shalit", disse Olmert.
Há relatos de que a diplomacia egípcia estaria próxima de finalizar um acordo de trégua, teoricamente duradoura, entre Israel e o Hamas, grupo que controla Gaza.
Paralelamente, os egípcios negociavam a libertação de Shalit em troca de centenas de palestinos capturados por Israel.
O Hamas vinha se negando a incluir a libertação do soldado nas negociações para a trégua em Gaza.
Sem prazo
Na quinta-feira, dirigentes do Hamas disseram esperar que a trégua fosse anunciada dentro de poucos dias.
Naquele dia, Moussa abu Marzouk, um dos vice-líderes do grupo, declarou que o Hamas havia chegado a um acordo com Israel para a formalização de uma trégua de 18 meses e que o anuncio seria feito em 48 horas.
Mas há indicações de que o governo israelense não deseja fixar um prazo para o final da trégua.
A ofensiva militar israelense de 22 dias iniciada no final do ano passado deixou cerca de 1,3 mil mortos em Gaza, sendo que um terço destes, crianças, segundo médicos na região. O tênue cessar-fogo em vigor vem sendo pontuado por ataques ocasionais de ambos os lados.
Os palestinos desejam que Israel relaxe o bloqueio à Gaza, em vigor há 18 meses, desde que o Hamas conquistou o controle do território em meados de 2007.
Já os israelenses desejam o fim dos ataques realizados por foguetes lançados de Gaza em direção ao seu território e o contrabando de armas do Egito para o território palestino.












