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O governo interino de Honduras, liderado por Roberto Micheletti, ordenou o fechamento de todos os aeroportos do país e ampliou o toque de recolher até às 18 hrs desta terça-feira (horário local).
As medidas foram tomadas após o retorno do presidente deposto, Manuel Zelaya, ao país, quase três meses após sua deposição, em 28 de junho. Zelaya está na embaixada do Brasil na capital hondurenha.
O toque de recolher havia sido ordenado a partir das 16 hrs (horário local) até as 7 horas da terça-feira. Logo depois, ainda na noite da segunda-feira, com um chamado em cadeia nacional, o governo ampliou a duração do toque para quase toda esta terça-feira.
O governo interino também ordenou o fechamento dos aeroportos de todo o país "até segunda ordem", informou a Aviação Civil hondurenha.
Organizações de direitos humanos consideram a medida como uma tentativa de coibir a manifestação pró-Zelaya convocada para esta terça-feira, com a adesão de professores e funcionários públicos que convocaram uma paralisação.
‘Restituição ou morte’
Da Embaixada brasileira em Tegucigalpa, Zelaya disse que ninguém voltará a expulsá-lo de seu país e que seu lema a partir de agora será "pátria, restituição ou morte".
"A partir de agora, ninguém voltará a nos tirar daqui. Por isso, nossa posição é pátria, restituição ou morte", afirmou Zelaya diante dos milhares de simpatizantes que cercaram a embaixada brasileira para comemorar a volta do presidente.
Zelaya disse ainda estar disposto a estabelecer um diálogo com todos os setores do país com o fim de solucionar a crise política instaurada em 28 de junho, quando o líder foi preso, ainda em pijamas, por um grupo de militares e levado ao exílio na Costa Rica.
‘Massacre’
Em um comunicado emitido na segunda-feira, o Conselho Permanente da OEA exigiu que o governo interino de Honduras ofereça "plenas garantias para assegurar a vida e a integridade física" do líder deposto Manuel Zelaya.
A entidade exigiu ainda a adoção imediata dos termos do Acordo de San José, proposto pelo presidente da Costa Rica, Oscar Árias, que determina o retorno de Zelaya ao poder, a fim de que ele exerça o cargo até o fim de seu mandato, previsto para janeiro de 2010.
Segundo Zelaya, o secretário-geral da Organização de Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, chegará a Honduras nesta terça-feira para ajudar a solucionar a crise.
Quase ao mesmo tempo, em Caracas, o presidente venezuelano Hugo Chávez afirmou que a presença da comunidade internacional em Honduras é importante "para evitar um massacre" no país.
"Temos que apoiar a presença de organismos internacionais para evitar um massacre e para que se garanta de maneira pacífica seu retorno (de Zelaya) ao poder", disse Chávez em transmissão ao vivo pela televisão estatal.
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