O processo criminal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro terá três etapas principais.
A primeira fase é a instrução criminal, quando são produzidas provas, incluindo documentos, depoimentos de testemunhas e eventuais perícias. Em seguida, ocorre o interrogatório dos réus, momento em que Bolsonaro poderá apresentar sua versão ou optar pelo silêncio. Por fim, na fase das alegações finais, a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a defesa apresentarão seus argumentos para condenação ou absolvição.
A PGR indicou seis testemunhas de acusação, incluindo os ex-comandantes do Exército e da Aeronáutica, que afirmaram que Bolsonaro lhes apresentou minutas golpistas.
Também serão ouvidos o governador do Distrito Federal, Ibanês Rocha, e dois servidores que falarão sobre o uso da Polícia Rodoviária Federal nas eleições. Bolsonaro, por sua vez, arrolou 13 testemunhas, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e ex-ministros como Hamilton Mourão, Rogério Marinho e Ciro Nogueira.
O tempo de duração do processo é incerto. Enquanto Bolsonaro alega que o STF está conduzindo o caso com rapidez incomum, especialistas divergem sobre o prazo. Para alguns, um processo dessa complexidade poderia durar até 2026, mas outros avaliam que pode ser concluído ainda em 2025, impulsionado por ritos mais céleres adotados nos últimos anos.
Caso Bolsonaro seja condenado por todos os crimes, as penas máximas somadas podem superar 40 anos de prisão, já que ele é acusado de liderar a suposta organização criminosa. No Brasil, penas acima de 8 anos começam a ser cumpridas em regime fechado.
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