Em resposta ao senador Dr. Hiran (PP-RR) sobre a PEC do Marco Temporal, que visa fixar o dia 5 de outubro de 1988 como referência para a ocupação tradicional de terras indígenas, Jorge Messias disse que é preciso encerrar essa discussão.
"É preciso dar um final a essa discussão. Nós temos que ter um marco seguro e estável para que a segurança jurídica e a paz social, porque estamos falando de questões judiciárias, sejam sempre observadas pela sociedade."
"É preciso reconhcer que o Estado brasileiro esta em mora. Nós tínhamos um prazo estabelecido na Constituição de 88 que não foi observado", disse, afirmando que a não observância desse prazo acabou levando a um cenário de instabilidade jurídica.
Messias disse ainda acreditar que, com diálogo, é possível encontrar uma solução para a questão.
Segundo o advogado, a solução pacífica da questão não se dá apenas "entregando terras", mas sim contemplando "todos os interesses", já que as soluções de demarcação encontradas até agora não deram conta de resolver os conflitos.
"Se por um lado a Constituição assegura os direitos dos povos originários, como ficam os proprietários de boa-fé, que possuem o justo título? Essa é a questão que deve ser conciliada", apontou.
"Há de se ter um marco. É muito preocupante porque a ausência do marco, a partir de ações constitucionais próprias, acabam levando o Supremo a legislar, quando a resposta deveria vir desta Casa", disse, respondendo a questão levantada pelo senador Dr. Hiran sobre mineração em terras indígenas.
Messias diz que a resposta deve vir do Congresso, a partir de uma regulamentação. "Não podemos tirar o direito dos povos originários a explorar suas riquezas, e eles também não podem ser objeto de manipulação, nem pelo Estado nem por ONGs ou outras instituições", afirmou.