Cobertura será retomada amanhã; acompanhe
Encerramos por hoje a nossa cobertura deste que foi o sétimo dia da guerra envolvendo EUA, Israel e Irã.
Voltaremos no domingo a partir das 6h (horário de Brasília).
Até amanhã.
Presidente iraniano pede desculpas a países vizinhos, mas ataques continuam. Trump afirma que o Irã "se rendeu a seus vizinhos do Oriente Médio e prometeu que não atirará mais neles", despertando reação do governo iraniano.
Editado por Marina Rossi e Daniel Gallas, da BBC News Brasil em São Paulo e Londres
Encerramos por hoje a nossa cobertura deste que foi o sétimo dia da guerra envolvendo EUA, Israel e Irã.
Voltaremos no domingo a partir das 6h (horário de Brasília).
Até amanhã.

Crédito, Getty Images
A oposição israelense instou o governo, na noite deste sábado, a "destruir todos os campos de petróleo do Irã" para paralisar a economia do país.
Yair Lapid afirmou que isso, assim como atacar a indústria energética iraniana, "derrubaria o regime".
"Esta guerra deve terminar quando o regime no Irã cair", escreveu ele no X. Ele acrescenta que as instalações nucleares e a indústria de mísseis balísticos do Irã, bem como o Hezbollah, também devem ser "destruídas".
Por Ghoncheh HabibiazadRepórter Sênior da BBC Persa*
“Há muita fumaça na cidade. Consigo sentir cheiro de queimado”, diz uma mulher de vinte e poucos anos que mora em Teerã. Diversos depósitos de petróleo nas províncias de Teerã e Alborz foram atingidos esta noite, segundo um comunicado da Companhia Nacional de Petróleo Iraniana. O comunicado afirma que o abastecimento de combustível para ambas as províncias está sendo realizado “de forma sustentável a partir de outras fontes”. “Minha mãe ficou muito estressada. Primeiro, uma luz vermelha acendeu e tudo estava em chamas. Depois, uma nuvem vermelha se formou. Subimos até o telhado e descobrimos que um depósito de petróleo havia sido atingido”, conta um homem em Karaj, cidade na província de Alborz, próxima a Teerã.
“Foi como se a noite virasse dia”, diz outro homem de vinte e poucos anos, também de Karaj.
*A BBC Persa é o serviço em língua persa da BBC News, utilizado por 24 milhões de pessoas em todo o mundo – a maioria no Irã – apesar de ser bloqueado e sofrer interferências frequentes por parte das autoridades iranianas.

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As Forças de Defesa de Israel (IDF) confirmaram ter atingido "diversos complexos de armazenamento de combustível" em Teerã.
A IDF afirma que foi um "ataque significativo" contra tanques de combustível que, segundo elas, o regime iraniano utiliza "direta e frequentemente para operar infraestrutura militar".

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O emir do Catar disse ao presidente Trump que o Catar "não hesitará em se defender" após os contínuos ataques do Irã.
Em uma conversa telefônica, divulgada pela agência de notícias estatal do Catar, Tamim bin Hamad bin Khalifa Al Thani disse ao presidente que a atual escalada da violência militar na região terá "repercussões perigosas".
O Ministério da Defesa do Catar informou hoje que interceptou um "ataque com míssil" direcionado ao país.
O presidente Trump falou com repórteres a bordo do Air Force One e aqui está um breve resumo de seus comentários mais recentes:
"O Reino Unido, nosso outrora Grande Aliado, talvez o maior de todos, está finalmente considerando seriamente o envio de dois porta-aviões para o Oriente Médio", escreveu Donald Trump, agora, em sua plataforma de mensagens Truth Social.
"Tudo bem, Primeiro-Ministro Starmer, não precisamos mais deles - mas nos lembraremos", escreveu o presidente, endereçando a mensagem ao primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer.
"Não precisamos de pessoas que se juntam a guerras depois que já vencemos!", acrescentou.
Para contextualizar: o governo do Reino Unido não se juntou a operações ofensivas nem se comprometeu a fazê-lo. Anteriormente, a BBC noticiou que um porta-aviões havia sido colocado em estado avançado de prontidão, caso fosse necessário enviá-lo para a região. O Reino Unido permitiu que os EUA utilizassem suas bases para operações defensivas.

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O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, surpreendeu muitos observadores ao pedir desculpas aos países vizinhos pelos recentes ataques contra eles, durante um discurso proferido na manhã de hoje como parte da liderança interina do país.
Pedidos de desculpas entre Estados são raros, especialmente durante conflitos armados, e a escolha das palavras chamou a atenção. Os líderes geralmente expressam "pesar" ou se distanciam da responsabilidade.
Pezeshkian, em vez disso, reconheceu diretamente que os países vizinhos foram alvejados e disse que as forças iranianas foram instruídas a cessar os ataques, a menos que estes se originem em seus territórios.
"Considero necessário pedir desculpas aos países vizinhos que foram atacados", disse ele. "Não temos a intenção de invadir os países vizinhos."
A declaração do presidente iraniano, por si só, já levanta as primeiras questões: este foi um pedido de desculpas genuíno? E, por que agora?

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Enquanto Teerã continua a sofrer ataques aéreos dos EUA e de Israel, a Espanha evacuou o restante de sua equipe da embaixada na capital iraniana.
Em uma publicação nas redes sociais, o ministro das Relações Exteriores espanhol, José Manuel Albares, confirmou: "Acabamos de evacuar com sucesso a Embaixada da Espanha no Irã".
Ele afirmou que isso ocorreu depois que o embaixador e outros funcionários essenciais que permaneceram em Teerã cruzaram a fronteira para o Azerbaijão. "As demais embaixadas na região e a sala de crise permanecem totalmente operacionais 24 horas por dia, por meio das linhas telefônicas de emergência", acrescentou.
O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, se manifestou contra os ataques de Donald Trump ao Irã, afirmando que a posição de seu governo é de "não à guerra".
Por Faren TaghizadehJornalista Sênior da BBC Persa*
Apesar do bloqueio da internet no Irã, recebo regularmente mensagens de texto e de voz de dentro do país — pessoas falando sobre a vida sob ataque.
Uma delas era de um homem de cerca de 40 anos, cuja voz parecia muito deprimida. "Estou apavorado", diz ele. Ele descreve ter visto "muitos aviões-caças" e ouvido "cinco ou seis explosões".
Embora a guerra em si esteja nas manchetes, "as pessoas dentro do Irã foram esquecidas", afirma. Na visão dele, a mídia só fala sobre o que Trump disse e como o Irã reagiu.
"Até mesmo os iranianos no exterior estão, em sua maioria, ou comemorando e parabenizando Israel, os EUA e Trump, ou se atacando mutuamente", diz ele.
Enquanto isso, dentro do Irã, ele vê pessoas "quase sucumbindo ao medo" ao som de uma porta batendo. "Quando ligo para alguém e a pessoa não atende, quase tenho um ataque cardíaco", contou.
*A BBC Persa é o serviço em língua persa da BBC News, utilizado por 24 milhões de pessoas em todo o mundo – a maioria no Irã – apesar de ser bloqueado e sofrer interferências frequentes por parte das autoridades iranianas.
Um depósito de petróleo no sul de Teerã foi atingido, de acordo com a Agência de Notícias Fars, afiliada à Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC).
O ataque ocorre pouco depois de as Forças de Defesa de Israel (IDF) anunciarem o início de uma "onda de ataques" contra a cidade.

Crédito, Reuters
O presidente Donald Trump e alguns altos funcionários do governo dos EUA — incluindo o secretário de Defesa, Pete Hegseth — desembarcaram agora na Base Aérea de Dover, em Delaware, onde devem presenciar o retorno dos corpos dos militares americanos mortos na guerra entre EUA e Israel contra o Irã.
A primeira-dama Melania Trump e outros membros do governo também devem estar presentes. Não está claro se todos os seis militares americanos mortos no Kuwait na semana passada chegarão hoje ou apenas alguns deles.

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Eliminar o líder e obter um acordo com figuras do próprio aparato estatal para construir uma relação política e comercial favorável aos Estados Unidos.
Essa é, em essência, a estratégia que permitiu ao presidente americano, Donald Trump, abrir uma nova etapa de cooperação com o governo venezuelano após a captura do ex-presidente Nicolás Maduro no início de janeiro (3/1).
No entanto, o que aconteceu na Venezuela com uma facilidade aparentemente surpreendente parece muito mais complicado no caso do Irã.
EUA e Israel eliminaram o líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, e algumas das principais figuras de poder da República Islâmica após vários dias de ataques aéreos que desencadearam uma guerra de dimensão regional no Oriente Médio.
Trump sugeriu que o resultado poderia se assemelhar ao alcançado na Venezuela e chegou a insinuar que poderia surgir no Irã um governo, especialmente um novo líder, disposto a cooperar com os EUA. Será? Leia a reportagem completa aqui.
Um morador de Dubai morreu após estilhaços de uma interceptação aérea atingirem um veículo, anunciou o Gabinete de Imprensa de Dubai.
O incidente ocorreu na área de Al Barsha. A notícia surge pouco depois de os Emirados Árabes Unidos terem anunciado que estavam respondendo a "ameaças de mísseis e drones vindas do Irã".
O governo do Reino Unido fretará um voo comercial saindo de Dubai para ajudar cidadãos britânicos que desejam deixar o Oriente Médio.
O voo está programado para partir dos Emirados Árabes Unidos no início da próxima semana e é possível que exista uma taxa para as passagens.
Cidadãos britânicos, seus cônjuges ou parceiros e filhos menores de 18 anos podem registrar seu interesse através do site gov.uk.
O Ministério das Relações Exteriores entrará em contato diretamente com as pessoas para emitir as passagens e dará prioridade àqueles que são vulneráveis, como pessoas com necessidades médicas urgentes.
O governo afirma que está trabalhando com operadores comerciais para aumentar sua capacidade para que mais britânicos possam voltar para casa e disse que continuará trabalhando com as companhias aéreas para encontrar mais rotas para que as pessoas retornem.
Mais declarações do Ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Aragchi, que adverte o presidente dos EUA, Donald Trump, de que, se ele buscar uma escalada no conflito, "é precisamente para isso que nossas poderosas forças armadas estão preparadas há muito tempo".
"A responsabilidade por qualquer intensificação do exercício de autodefesa do Irã recairá diretamente sobre o governo dos EUA", acrescentou.
A fala de Aragchi ocorre depois que o presidente do Irã sugeriu que Teerã não atacaria seus vizinhos do Golfo, "a menos que fosse atacado primeiro". Aragchi prosseguiu sugerindo que a "abertura do Irã à desescalada", desde que o território de seus vizinhos não seja usado para atacar o Irã, foi "quase imediatamente anulada"
Mais cedo, Trump pareceu caracterizar os comentários do presidente iraniano como "rendição" aos seus vizinhos e advertiu que os EUA atacariam o Irã "com muita força".

Crédito, Getty Images
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Aragchi, afirmou que a "abertura do Irã para a desescalada" do conflito foi "quase imediatamente aniquilada" pelo presidente dos EUA, Donald Trump.
Em uma declaração após os comentários de Trump hoje mais cedo, Aragchi disse que o presidente americano interpretou erroneamente as "capacidades, a determinação e as intenções" do Irã.

Por Paul Brown
Várias aeronaves foram danificadas em ataques israelenses durante a noite no aeroporto Mehrabad, em Teerã, conforme revelam novas imagens de satélite.
A imagem, capturada pela Planet Labs PBC às 11h20 GMT (14h50, horário de Teerã e 8h20 em Brasília), mostra danos em 17 aeronaves, algumas das quais parecem completamente destruídas.
Pelo menos sete dessas aeronaves estavam localizadas ao redor do pátio principal e da pista do aeroporto. Outras estavam espalhadas por outras partes do aeroporto.
Não está claro quantas delas estavam operacionais no momento dos ataques. Além dos aviões, vários prédios menores também parecem ter sofrido danos. Imagens verificadas da noite passada mostraram incêndios em várias partes do aeroporto. Mais cedo, as Forças de Defesa de Israel afirmaram ter "destruído 16 aeronaves da Força Quds que, segundo elas, "transportavam armas para a organização terrorista Hezbollah" em Mehrabad.
O Ministério da Defesa da Arábia Saudita anunciou que um míssil balístico foi lançado em direção à Base Aérea Príncipe Sultan, perto da cidade de Al-Kharj, mas que caiu em uma "área desabitada".
O Ministério da Saúde do Líbano afirmou hoje que o número de mortos desde o início das recentes operações israelenses no país subiu para 294.
Outras 1.023 pessoas ficaram feridas. A BBC não conseguiu verificar esses números de forma independente.