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Milhares saem às ruas em cidades ao redor do mundo contra 'ataque da política à ciência'
Milhares de cientistas estão indo às ruas neste sábado em centenas de cidades ao redor do mundo contra o que acreditam ser um "ataque político global contra os fatos".
Programada para o Dia da Terra, a Marcha pela Ciência busca estimular ações de proteção do meio ambiente.
Seus organizadores afirmam ser também uma celebração da atividade científica e um pedido de apoio e proteção à comunidade de pesquisa mundial.
O principal evento será uma passeata em Washington, capital dos Estados Unidos. Segundo seus idealizadores, não se trata de uma ação contra o presidente americano, Donald Trump, apesar de afirmarem que seu mandato agiu como um "catalizador" do movimento.
Uma das inspirações para essa mobilização foi outro protesto global recente, a Marcha das Mulheres, organizada em janeiro contra Trump e em prol dos direitos femininos.
Organizadores da Marcha pela Ciência em Viena, na Áustria, disseram por meio de sua página no Facebook ter crescido a mobilização em torno de um movimento global pouco após o início do mandato da Trump.
O presidente americano já disse que considera as mudanças climáticas uma farsa, uma visão que gerou a preocupação na comunidade científica de que haja na população dúvidas crescentes quanto a fatos apoiados em evidências científicas.
Em Londres, cientistas e entusiastas da ciência participaram de uma passeata entre o Museu da Ciência e a praça do Parlamento.
Muitos se manifestaram contra o que veem ser uma "tendência preocupante" de políticos duvidarem deresultados de pesquisas científicas.
A meta do protesto é aproximar cientistas e seu trabalho do público em geral.
Os idealizadores do movimento global dizem ser um desafio fazer essa ponte entre a comunidade científica e a população e até mesmo incentivam cientistas a entrar na política para fazer com que suas vozes sejam ouvidas.