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Os 15 minutos que salvaram menino em crise que afeta sobrevivência e futuro de uma geração
Cerca de 20 milhões de pessoas enfrentam uma epidemia de fome que atinge o Iêmen, o
Sudão, a Nigéria e a Somália.
Essa situação foi classificada pela Organização das Nações Unidas (ONU) como a “pior crise humana desde 1945”.
A organização estima que seja necessário investir US$ 4,4 bilhões (R$ 13,9 bilhões) em ajuda humanitária e outros esforços até julho para evitar um desastre.
Muitas das vítimas dessa tragédia são crianças: mais de 1 milhão correm o risco de morrer.
Ali, de 9 anos, está entre elas. Ele foi levado por seu pai a um hospital na Somália, país onde, em meio à guerra, uma seca trouxe a cólera.
Mas o menino foi salvo por um tratamento de apenas 15 minutos.
Já no Iêmen, o país mais pobre do Oriente Médio, a situação se agrava com confrontos que começaram na Primavera Árabe em 2011.
Nouraldin, de 5 meses, sofre de desnutrição aguda. Seu pai conta que não tinha dinheiro para levá-la ao hospital e que não acredita que ela resistirá.
A BBC esteve no país em 2016, quando encontrou hospitais repletos de crianças desnutridas como a bebê.
Em meio a bombardeios, Fatima sequer conseguiu ser atendida em um destes locais. Ela lutava pela vida em casa e morreu no mês passado
Desnutrido, Salim, de 8 anos, sobreviveu, mas terá sequelas: ele ainda não anda.
Ele representa uma geração com sua sobrevivência e futuro em xeque.