'Construa pontes, não muros': Marcha das Mulheres reúne milhares contra Trump ao redor do mundo

- Author, Mônica Vasconcelos
- Role, Da BBC Brasil em Londres
Um dia após a posse de Donald Trump, milhares de manifestantes participaram, em Londres (Reino Unido), da Marcha das Mulheres - parte de protesto internacional contra o novo presidente americano.
Segundo a organização, o objetivo das manifestações é combater a misoginia e pedir respeito aos direitos das mulheres, que acreditam correr risco sob o novo governo dos Estados Unidos.
"Os que gritam mais alto normalmente são os mais ouvidos", disse uma das organizadoras ao abrir o evento na capital britânica.
A passeata começou em frente à embaixada dos Estados Unidos, na Grosvenor Square, onde um outro protesto já havia sido organizado na noite de sexta-feira, e saiu rumo à Trafelgar Square, local onde foi marcado um comício.
'Contra o ódio'

Crédito, Carla Barreto
Enquanto caminhavam, os participantes entoavam palavras de ordem - "Construa pontes, não muros" ou "Garotas só querem seus direitos fundamentais" -, e cartazes com mensagens para o presidente americano, como "O amor supera o ódio" e "Não a Trump, Não à guerra".
Entre os manifestantes estava a jornalista Ikram, de 27 anos.

Crédito, Carla Barreto
"Estou aqui para me manifestar contra o ódio que ele está incentivando. Ele dividiu as pessoas e as fez se virarem umas contras as outras para chegar ao poder. Espero que daqui a quatro anos ele não seja mais presidente", afirmou ela.
A pintora americana Evelyna, de 35 anos, disse que "todos estavam ali pela igualdade". "Queremos ser ouvidos e mostrar que a misoginia não é aceitavel."
'Desalento'

Crédito, Carla Barreto
Também marcharam pela capital britânica muitos homens e famílias com crianças.
O artista plástico Toby, de 27 anos, disse ter comparecido ao ato com seu filho de 8 anos para demonstrar solidariedade às mulheres e "outras pessoas que vão sofrer com esse governo".

Crédito, Reuters
"A política chegou a tal ponto que uma pessoa como Trump pode ser eleita chefe de Estado. Queria demonstrar meu desalento com essa situação."
Há mais de 700 marchas programadas em cidades ao redor do mundo. Em Sydney, o ato reuniu 3 mil pessoas. Também já houve manifestações na China, na Nova Zelândia e em Berlim, entre outros países.
Na capital americana, Washignton, são esperadas 200 mil pessoas.

Crédito, Getty Images













