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Em eleição que marca fim de era Merkel, partido de chanceler perde liderança nas pesquisas
A coalizão que reúne os partidos União Democrata-Cristã (CDU), da chanceler, Angela Merkel, e União Social-Cristã (SPD) na Alemanha perdeu o que era uma vantagem confortável nas pesquisas, e agora, às vésperas da eleição, está atrás do Partido Social-Democrata da Alemanha (SPD).
Merkel, endossou o candidato de seu partido de centro-direita (CDU), Armin Laschet, para sucedê-la, em uma campanha eleitoral excepcionalmente acirrada.
Neste sábado (25/9), no comício final da CDU, em Aachen, cidade natal de Laschet, a chanceler o elogiou, usando a metáfora de "construir pontes" para dizer que ele sabe dialogar com o outro lado.
Merkel tem dominado a política alemã há 16 anos como chanceler.
O Partido Verde está a caminho de ficar em terceiro lugar, mas ainda pode figurar no governo.
Analistas dizem que uma ampla gama de coalizões poderia ser tecnicamente possível, embora politicamente complicada, de negociar.
O sucesso do SPD é atribuído em grande parte a seu candidato, o atual ministro das Finanças Olaf Scholz, que exala a mesma calma discreta que muitos admiraram em Angela Merkel, diz a correspondente da BBC em Berlim, Jenny Hill.
Scholz disse que uma coalizão com os verdes pode ser possível.
"Quanto mais forte for o SPD, mais fácil será construir um governo", disse ele aos eleitores.
Chega de lealdades partidárias
Análise de Damien McGuinness, BBC News, Berlim
É impossível prever se o sucessor de Angela Merkel será o conservador Armin Laschet ou o candidato de centro-esquerda Olaf Scholz.
Quatro meses atrás, os verdes lideravam as pesquisas. Os conservadores, então, avançaram.
Hoje, o partido de centro-esquerda é o favorito, mas sua vantagem quase desapareceu.
A lealdade partidária caiu e um número recorde de pessoas está indecisa - em algumas pesquisas, em torno de 40%.
Uma aposta mais segura é que Scholz ou Laschet podem acabar liderando uma coalizão tríplice com os verdes e o liberal FDP. Os dois grupos tradicionalmente desconfiam um do outro.
Mas eles também são surpreendentemente semelhantes, com representantes jovens, enérgicos e socialmente liberais pressionando para modernizar a Alemanha - e, crucialmente, eles estão ansiosos pelo poder.
Mas há uma série de questões que preocupam os eleitores, incluindo as mudanças climáticas.
Na sexta-feira, dezenas de milhares de jovens ativistas marcharam por todo o país para exigir mais ações para enfrentar o aquecimento global. As mudanças climáticas têm sido um tema central na campanha eleitoral.
A ativista sueca Greta Thunberg disse a multidões em Berlim que nenhum partido político estava fazendo o suficiente para combater a crise climática.
A votação na maior economia da Europa, que está no coração da União Europeia, está sendo observada de perto por aliados no continente e em todo o mundo.
Os alemães devem eleger membros da câmara baixa do parlamento federal, o Bundestag, composta de pelo menos 598 cadeiras, mas geralmente mais.
Cerca de 60,4 milhões de alemães com mais de 18 anos podem votar.
Embora fique claro na noite de domingo (26/9) qual será o partido vencedor, a composição do próximo governo só será conhecida quando um candidato a chanceler conseguir formar a maioria absoluta no parlamento com um ou dois outros partidos, o que significa que o novo líder da Alemanha não será conhecido imediatamente.
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