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Golpe militar em Mianmar: o que ocorre no país onde foi presa a prêmio Nobel da Paz Aung San Suu Kyi e por quê?
Os militares de Mianmar anunciaram na madrugada desta segunda-feira (1º/02) que tomaram o poder no país asiático, depois de prenderem a líder de facto, Aung San Suu Kyi, e outros membros importantes do seu partido, que estava no comando do governo.
Em comunicado transmitido pela emissora de televisão militar, eles afirmaram que toda autoridade foi dada ao comandante do Exército, Min Aung Hlaing, e declararam estado de emergência de um ano no país.
O golpe acontece em resposta à vitória esmagadora da Liga Nacional pela Democracia (NLD, na sigla em inglês), partido de Suu Kyi, nas eleições em novembro — que os militares alegam ter sido marcada por uma "fraude eleitoral".
Especialistas parecem inseguros sobre exatamente por que os militares agiram agora, já que parece haver pouco a ganhar.
"Vale lembrar que o sistema atual é tremendamente benéfico para o Exército: ele tem total autonomia de comando, considerável investimento internacional em seus interesses comerciais e proteção política para crimes de guerra", disse Gerard McCarthy, pesquisador do Instituto de Pesquisa da Ásia da Universidade Nacional de Cingapura, à BBC.
"Tomar o poder por um ano, conforme anunciado, isolará parceiros internacionais não chineses, prejudicará os interesses comerciais dos militares e provocará uma escalada de resistência de milhões de pessoas que deram a Suu Kyi e o NLD no poder outro mandato para governar."