É triste ter de gastar tanta energia reconstruindo a cultura, diz atriz Maria Fernanda Cândido
Uma das atuações mais recentes da atriz Maria Fernanda Cândido, de 46 anos, tem sido bastante elogiada: seu papel no filme italiano "O Traidor", baseado na história real do mafioso Tommaso Buscetta, que entregou os comparsas para a Justiça e se apaixonou por uma brasileira.
O papel de par romântico do mafioso é um dos muitos trabalhos internacionais recentes dela. Nesta entrevista à repórter Leticia Mori, da BBC News Brasil, ela diz que fica triste de ver o "desmantelamento do setor cultural" no Brasil, onde ela continua gravando filmes.
"A cultura para esse governo, claramente — isso é dito abertamente — não é uma prioridade. E além de não ser uma prioridade, ela é de uma certa forma desvalorizada", afirma.
A atriz também diz que a onda ultraconservadora que o mundo vive é resultado do medo e da não aceitação das diferenças. "Talvez a gente precise expandir um pouco a nossa capacidade de aceitar as diferenças, e entender que isso não é algo que apenas exige um esforço, mas que é algo bonito, que é algo que traz muita riqueza."
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