As mortes sem holofotes de quem luta pelo meio ambiente no Brasil e no mundo

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O ativismo ambiental é mais do que greves estudantis pelo clima ou protestos nas ruas — em muitos lugares no mundo, incluindo o Brasil, ser um ambientalista está se tornando especialmente perigoso.

Só no ano passado, 212 ativistas foram mortos ao redor do globo. Desde o início da década, 300 morreram no Brasil em conflitos relacionados ao uso da terra e desmatamento ilegal na Amazônia.

Por quê?

"Isso tende a acontecer mais em países com uma população indígena significativa em áreas florestais", explica Mary Menton, pesquisadora da Universidade de Sussex, no Reino Unido.

"Eles estão no caminho de mineradoras e fazendeiros que querem expandir seus negócios".

Outro país em que a situação é preocupante são as Filipinas, onde 43 ativistas foram mortos no ano passado.

"Eu recebi desde mensagens ofensivas até mensagens extremamente violentas", relata a pesquisadora Renee Karunungan.

Ela recebeu ameaças de morte, estupro e assassinato de sua família após fazer posts criticando a política ambiental do governo.

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