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Estudo com câmeras de segurança revela que somos mais dispostos a ajudar os outros do que se pensava
Um estudo publicado na revista acadêmica American Psychologist indica que há mais pessoas boas, dispostas a ajudar o próximo, do que poderíamos imaginar.
Pesquisadores da Universidade de Copenhague (Dinamarca), do Instituto Holandês para Estudos do Crime e Policiamento e da Universidade de Lancaster (Reino Unido) analisaram centenas de incidentes capturados por câmeras de segurança em três países - Reino Unido, Holanda e África do Sul - e concluíram que o chamado ‘efeito espectador’, fenômeno social que se refere a casos em que espectadores de situações de perigo ou violência não interferem ou oferecem ajuda para a vítima, não corresponde à verdade.
As imagens analisadas vieram de câmeras em lugares como ruas, estações de metrô e lojas. Os pesquisadores concluíram que em 90% dos casos analisados, espectadores intervieram para ajudar a vítima.
Uma das responsáveis pelo estudo, a professora Marie Rosenkrantz Lindegaard, socióloga da Universidade de Copenhague, diz que na maioria dos casos, as pessoas tentaram apaziguar conflitos, se colocando entre as partes que estão brigando e tentando separá-las. Ela diz ter ficado surpresa com o fato de a frequência de intervenções ter sido alta e similar nos três países analisados.
Então a teoria do “efeito espectador” pode ser refutada?
Lindegaard diz que, de certa forma, o estudo contraria aspectos teoria, mas que refutá-la “deixaria psicólogos sociais muito chateados”. Ela observa que imagens de circuitos de televisão são uma poderosa ferramenta para analisar o comportamento humano na vida real, algo que nenhum teste de laboratório é capaz de medir com precisão.
Vídeo de Tobias Chapple