Furacão Michael: o que se sabe sobre a tempestade 'monstruosa' que matou no Caribe e preocupa Flórida

Waves crash against a home seawall in Eastpoint, Florida. Photo: 9 October 2018

Crédito, Getty Images

Legenda da foto, O governador da Flórida, Rick Scott, alertou os moradores do estado: 'Esta tempestade pode matá-los'
Tempo de leitura: 4 min

O furacão Michael ganhou força e está sendo classificado como uma tempestade "extremamente perigosa" de categoria 4 , horas antes de atingir a Flórida, nos Estados Unidos.

Com ventos de 210 quilômetros por hora, o furacão está previsto para chegar ao meio-dia do horário local (13h de Brasília).

Mais de 370 mil pessoas na Flórida receberam ordens para deixar a região e se dirigir para lugares mais altos.

Pelo menos 13 pessoas teriam morrido na América Central no fim de semana, devido a chuvas torrenciais e inundações.

A Flórida declarou estado de emergência, assim como os Estados do Alabama e da Geórgia.

Qual a força do furacão?

Em seu último boletim, o Centro Nacional de Furacões (NHC, em inglês), com sede em Miami, informou que Michael se tornou "um furacão extremamente perigoso, de categoria 4".

O instituto alertou para o que pode ser uma tempestade com alto poder destrutivo e fatal, ventos com força de furacão e chuvas fortes ao longo da costa nordeste do golfo do México.

E acrescentou que Michael pode ganhar ainda mais força antes de chegar ao continente pela península da Flórida, com dois prováveis pontos de entrada: pela região de Panhandle - uma faixa de terra às margens do Golfo do México - ou de Big Bend, ambas no noroeste da Flórida.

Rota prevista do Furacão Michael

Na escala Saffir-Simpson, que classifica a força dos ventos, a categoria 4 prevê ventos de até 251 km/h com possível destruição de casas e árvores.

O NHC emitiu ainda um alerta dizendo que ondas de até 4 metros podem ocorrer em algumas partes do Estado.

"O enfraquecimento dos ventos é esperado após o furacão atingir a costa, à medida que Michael entra pelo sudeste dos EUA", acrescentou.

Onde ele se encontra?

Às 2h do horário local, nesta quarta-feira, o olho do furacão estava a cerca de 273 quilômetros a sudoeste da cidade costeira de Apalachicola.

Ele está se deslocando atualmente para o norte a cerca de 19 quilômetros por hora.

Como a Flórida está se preparando?

Moradores colocam madeira compensada para proteger construções em Port St. Joe, na Flórida

Crédito, Getty Images

Legenda da foto, Moradores colocam madeira compensada para proteger construções em Port St. Joe, na Flórida

O governador da Flórida, Rick Scott, chamou Michael de "tempestade monstruosa" e pediu aos moradores que deixem a região.

Mas, apesar dos alertas, as autoridades locais acreditam que um número de pessoas bem menor do que o esperado seguiu a orientação.

As escolas e escritórios estaduais localizados na área devem permanecer fechados nesta semana.

Na véspera, Scott informou que já acionou 2,5 mil soldados da Guarda Nacional da Flórida.

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Ameaças em outros Estados

Chuvas fortes estão previstas para as Carolinas do Norte e do Sul, que foram devastadas pelo furacão Florence no mês passado.

O governador da Carolina do Norte, Roy Cooper, disse aos moradores:

"Eu sei que as pessoas ainda estão se recuperando do Florence, mas não deixe que essa tempestade pegue você desprevenido".

Meteorologistas no Alabama também alertaram sobre possíveis tornados.

A Geórgia declarou estado de emergência.

Imagem de satélite

Crédito, AFP

Legenda da foto, Michael se tornou 'um furacão extremamente perigoso de categoria 4'
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'Provação assustadora'

O jornalista da BBC Gary O'Donoghue, que está na Flórida, conta abaixo o que viu até agora:

"Adrian Mahangos está contando com a sorte. Sentado na varanda de casa, lendo uma revista, a menos de 100 metros da beira do mar em Wynnehaven, ele sabe que o furacão Michael deve atingir a costa a 80 ou 96 quilômetros a leste de onde está.

Mas não pretende ir a lugar nenhum.

Sua casa está a 1,2 metros acima do nível do mar e se as ondas não ultrapassarem a previsão de 1,2 metros para a região, ele está confiante de que sua casa recém-construída vai resistir.

A apenas uma hora da costa, o cenário é diferente.

Em Lullwater Beach, a oeste de Panama City Beach, a situação é tranquila no momento, mas todo este trecho está esperando uma possível onda de até 4 metros.

Ao longe, um homem recolhe areia da praia enquanto ainda está leve e despeja em sacos de lixo - se virando com o que está à mão para se proteger da água.

As autoridades locais alertam que o número de pessoas que deixaram a região ainda está aquém do esperado.

A Flórida está acostumada a tempestades, mas a península, com sua faixa costeira baixa e população espalhada, não vê nada tão forte há mais de doze anos.

Aqueles que permanecerem vão enfrentar uma provação assustadora."

O que diz Trump?

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou a repórteres na terça-feira: "Estamos muito bem preparados para o novo furacão."

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O estrago provocado até agora

O furacão Michael já deixou um rastro de destruição.

Havana

Crédito, Reuters

Legenda da foto, Na costa oeste de Cuba, foram registradas fortes chuvas em decorrência do furacão

Segundo a Associated Press, seis pessoas morreram em Honduras, quatro na Nicarágua e três em El Salvador devido a chuvas torrenciais e inundações.

Imagens que circularam nas redes sociais mostraram famílias desalojadas atravessando a água em busca de segurança.

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A costa oeste de Cuba foi atingida pela tempestade na segunda-feira e enfrentou fortes chuvas.

Trabalhadores foram retirados das plataformas de petróleo offshore no Golfo do México, interrompendo quase um quinto da produção diária.

Cinco sondas de perfuração foram retiradas da rota da tempestade, de acordo com o Departamento de Segurança Ambiental dos Estados Unidos.

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Hurricanes

A guide to the world's deadliest storms

Hurricanes are violent storms that can bring devastation to coastal areas, threatening lives, homes and businesses.

Hurricanes develop from thunderstorms, fuelled by warm, moist air as they cross sub-tropical waters.
Warm air rises into the storm.

Air swirls in to fill the low pressure in the storm, sucking air in and upwards, reinforcing the low pressure.

The storm rotates due to the spin of the earth and energy from the warm ocean increases wind speeds as it builds.

When winds reach 119km/h (74mph), it is known as a hurricane - in the Atlantic and Eastern Pacific - or a typhoon in the Western Pacific.

"Everybody has a plan until they get punched in the face. Well, we're about to get punched in the face."
Florida Mayor Bob Buckhorn, ahead of Hurricane Irma (2017)

The central eye of calmer weather is surrounded by a wall of rainstorms.
This eyewall has the fastest winds below it and violent currents of air rising through it.

A mound of water piles up below the eye which is unleashed as the storm reaches land.
These storm surges can cause more damage from flooding than the winds.

"Urgent warning about the rapid rise of water on the SW FL coast with the passage of #Irma's eye. MOVE AWAY FROM THE WATER!"
Tweet from the National Hurricane Center

The size of hurricanes is mainly measured by the Saffir-Simpson scale - other scales are used in Asia Pacific and Australia.

Winds 119-153km/h
Some minor flooding, little structural damage.
Storm surge +1.2m-1.5m

Winds 154-177km/h
Roofs and trees could be damaged.
Storm surge +1.8m-2.4m

Winds 178-208km/h
Houses suffer damage, severe flooding
Storm surge +2.7m-3.7m

Hurricane Sandy (2012) caused $71bn damage in the Caribbean and New York

Winds 209-251km/h
Some roofs destroyed and major structural damage to houses.
Storm surge +4m-5.5m

Hurricane Ike (2008) hit Caribbean islands and Louisiana and was blamed for at least 195 deaths

Winds 252km/h+
Serious damage to buildings, severe flooding further inland.
Storm surge +5.5m

Hurricane Irma (2017) caused devastation in Caribbean islands, leaving thousands homeless

"For everyone thinking they can ride this storm out, I have news for you: that will be one of the biggest mistakes you can make in your life."
Mayor of New Orleans Ray Nagin ahead of Hurricane Gustav, 2008

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