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Blog de Bangladesh: Uma viagem pelo grande manguezal | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Durante sete dias, o repórter Eric Camara vai percorrer de barco trechos da maior floresta de manguezal do mundo, a Sundarbans (floresta bonita, em tradução livre do bengalês), que fica em Bangladesh. A região, que tem sido afetada por enchentes cada vez mais intensas, está seriamente ameaçada de ser palco de um enorme desastre ecológico. Se confirmadas as previsões de ambientalistas, até 25% da área costeira de Bangladesh poderá simplesmente sumir do mapa, inundada em conseqüência da elevação do nível dos oceanos. Por trás do fenômeno, o efeito estufa, a elevação da temperatura do planeta provocada pela atividade humana, causador do degelo das calotas polares. Eric vai acompanhar as dificuldades enfrentadas pelas populações ribeirinhas que poderão perder as terras das quais dependem para a produção dos alimentos que consomem.
Estima-se que trinta milhões de pessoas poderão ser forçadas a deixar suas casas se transformando em refugiados ambientais, com impacto direto na densidade populacional de Bangladesh que já é a maior do mundo. Você poderá acompanhar a viagem pela Sundarbans por meio de relatos, fotos e vídeos diários enviados pelo repórter além de entrevistas com moradores locais e especialistas em meio ambiente. Mande seu comentário ou pergunta no quadro ao lado e acompanhe aqui nesta página a aventura do repórter Eric Camara. Anterior: 5/Nov - Criação e destruição Para os céticos do aquecimento global, uma visita a Bangladesh pode fazer diferença. Acostumados a enfrentar catástrofes naturais todos os anos, os bengaleses aprenderam como poucos a conviver com duas faces básicas da natureza: criação e destruição.
As enxurradas que destroem casas e plantações são as mesmas que trazem sedimentos orgânicos que fertilizam as margens inundadas, de forma que - finda a enchente - a terra reaparece com uma fertilidade excepcional. Agora, mesmo as comunidades ribeirinhas, com pouco acesso a relatórios do IPCC (o Painel Intergovernamental para Mudanças Climáticas) ou notícias de enchentes catastróficas no México, falam de mudanças climáticas com intimidade. Nas palavras deles, os tempos mudaram, e com eles, chegaram ciclones mais freqüentes, intensos e prolongados, marés cada vez mais altas e chuvas ainda menos previsíveis. Nos últimos sete anos, na experiência de gente com quem falei aqui em Bangladesh, essa situação piorou. Porém, engana-se quem pensa que o aquecimento global encabeça a lista de preocupações dessa gente. Para quem tem que andar um quilômetro para buscar água potável, não tem garantias de que vai comer a próxima refeição, não tem esgoto ou eletricidade nem acesso à saúde pública, aquecimento global é só um item a mais na lista. Um item que, nos próximos anos, pode agravar e muito todos os problemas acima... | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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