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Fórum: O Live 8 terá algum impacto sobre a pobreza? | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Mais de um milhão de pessoas compareceram a uma série de shows no último sábado, convocados em dez cidades para atrair atenção dos países ricos para a pobreza. A iniciativa foi batizada de Live 8 por seus organizadores. Liderados pelo músico britânico Bob Geldof e o cantor Bono, da banda U2, artistas como Madonna, Elton John e Paul McCartney pediram a duplicação da ajuda financeira, o cancelamento das dívidas externas e "justiça comercial" para os países da África. Os shows foram marcados para anteceder a reunião dos países membros do G-8 (grupo formado por Estados Unidos, Canadá, Grã-Bretanha, França, Alemanha, Itália, Japão e Rússia), na Escócia, que começa no dia 6 de julho. Mais de 26 milhões pessoas enviaram mensagens por telefone celular em apoio à petição da campanha pelo fim da pobreza a ser entregue aos líderes do G8 esta semana. Os organizadores acreditam que cerca de 2 bilhões de pessoas assistiram aos shows pela TV e rádio. O idealizador do Live 8, Bob Geldof, disse que o evento deu aos organizadores um mandato sem precedentes para exigir o fim da pobreza extrema na África. Mas será que a série de shows terá algum efeito concreto? Leia aqui as opiniões e comentários enviados pelos internautas da BBC Brasil, sobre a eficácia e validade da iniciativa. Este fórum já foi fechado e novas opiniões não serão publicadas. Infelizmente acho que o impacto REAL do evento será mínimo. O tamanho do problema é muito grande para tão pouco... Não podemos achar que somente com isso nossas consciências podem descansar. O negócio é não deixar o tema "morrer". Os concertos são ótimos para colocar a África na percepção das pessoas, principalmente nos países ricos. Nesses países, a opinião pública conta (relativamente) e pode fazer com que governos despertem para o problema. Mas a África não precisa de esmola. Precisa de democracia, ajuda técnica, boas escolas! Não, não terá impacto algum sobre a pobreza no mundo, o único impacto que ela conseguiu, foi o de promover os participantes do Live 8. Sim, terá grande impacto sobre a "pobreza" das estrelas que vão actuar no Live8! A verdade é que a morte de negros africanos nunca sensibilizou a população dos países ricos. Elas só se chocaram quando viram criancinhas louras morrendo na Bósnia. Espero que este movimento sirva para abrir nossos olhos para o sofrimento de nossos irmãos africanos. Não. Afinal de contas esse não se trata do unico show realizado até hoje para ajudar a África. E a situação nunca mudou e não vai mudar. Mesmo porque, nos países onde estão sendo realizado os shows, a população local não sabe o que é a pobreza que as populações da África e de outras regiões do globo passam. Quando acabar o Live 8, daqui a uns 10 anos, outro show será realizado com o mesmo propósito e a situação desses povos será a mesma da de hoje. Sim, o movimento criará expectativas ao menos, assim como no muro de Berlim, que um dia caiu! Como diz o nosso ilustre professor Pasquale "quando o correto tornar-se prática", quando o mundo acordar e perceber que existe apenas uma vida, verão importância de amar o próximo. Desculpe a honestidade, mas nada, na atual situação planetária, vai mudar a miséria física e intelectual que o ser humano está passando. Estamos em meio a um cataclisma de valores e escolhas erradas feitas em um passado remoto. Precisamos viver uma revolução em educação e valores humanos. Justiça comercial é uma balela. O ser humano precisa de educação!!!!!!!! Creio que sim, pois a realização deste evento em sua segunda edição, tem chamado a atenção da opinião pública mundial. Isso faz com que esta precione seus respectivos governantes de forma tal a alocar mais e mais esforços neste sentido. Vejo com alegria qualquer iniciativa de combate à pobreza. Mas espero que haja uma preocupação dos organizadores do evento em divulgar como serão aplicados os recursos arrecadados. Sou totalmente favorável à criação de eventos desta natureza e a participação de celebridades só mostra o quanto o assunto é de importância mundial. Espero é que as superpotências olhem para os miseráveis a fim de que possamos viver num planeta mais humano e digno de ser chamado de Terra, mas para todos. Acho que ainda se faz muito pouco para a pobreza no mundo, poderíamos fazer mais. As diferenças de vida não são dignas!!! Os subsídios agrícolas da Europa são os grandes algozes das crianças africanas. Continuarão a ser até que a população mundial se concientize deste fato e imponha mudanças políticas efetivas, deixando a África participar da economia com todos os maravilhosos recursos que ela possui, ao invés de lhe impor esta situação anômala. A Europa explorou esse continente por séculos, sendo o 19º, o pior deles. Todos os problemas da África, vieram desse continente, e não é agora, devolvendo 0.005% do que retirou, que vai mudar. Não acredito que o Live 8 mudará o cenário da pobreza na África, pois os conflitos sociais, guerrilhas e sobretudo a corrupção que devem existir naqueles países, são as raízes dos males naquele continente. O G8 é responsável por essa situação, quando há séculos começaram a usurpar aqueles países. Tem a obrigação moral e social de perdoar suas dívidas e nisso o show pode ajudar, porém não é só essa ação financeira que resolverá os conflitos naquela região. Espero que toque os corações dos líderes das grandes nações. O combate à pobreza certamente custará muito menos dinheiro do que a guerra. Mas é muito difícil que consigam êxito. Várias vezes já se apelou para perdoarem a dívida externa africana e ninguém ouviu. Agora muito menos. O que é triste é que esse continente maltratado por guerra, injustiças sociais, políticas têm servido como meio para gerar riqueza de muitas super potências. Ajuda colocando o tema na mídia. Se vai ter algum efeito, não sei; mas uma coisa já aconteceu: A fome gera Espetáculos..., e muito mais... Nenhuma medida tomada por quem que seja vai tirar alguém alguma nação da pobreza, simplesmente porque pobreza é fruto de uma atitude interior e pessoal e nações e regiões pobres nada mais são do que o ajuntamento de pessoas pobres, pobres interiormente. Leiam salmos, primeiro capítulo. Não acredito que o Live 8 terá o mínimo impacto sobre a situação financeira, política, social ou cultural da África. Bandas que eram relevantes há vinte anos atrás fazem de tudo para aparecer e promover a si mesmas para fora do limbo. Basta perceber que não há nenhuma banda de rock, hip hop, pop ou eletrônica de relevância atual no rol de artistas. É mais um entre muitos sub-woodstocks, um evento publicitário e hipócrita disfarçado com falsas boas intenções. E é curioso como não há um artista africano sequer entre as bandas escolhidas. O Live 8 é uma farsa do ponto de vista musical, artístico e filantrópico. Bob Geldof está caduco. O Live 8 é inócuo para a pobreza. Só vai deixar mais ricos e famosos os astros da música que enriqueceram no bom capitalismo ocidental. O que traz tristeza é um processo longo, que começa pela derrubada das ditaduras, seguido de educação básica (sem regime de cotas em qualquer nível), tudo dentro do bom capitalismo, da forma como dispuseram os economistas Von Mises, Hayek, Raissman. Para arrumar dinheiro para guerras e para roubar o petróleo iraquiano, os americanos arrumam em 2 tempos, mas para arrumar dinheiro para melhorar a humanidade, a situação se torna impossível. Quem vai julgar Bush? As mentiras de Bush para praticar o maior roubo e o maior genocídio do século vão passar despercebidas. Acho que toda ajuda é válida, só que mais uma vez o exemplo vem dos artistas, porque políticos são corruptos e quanto mais pobre o país, maior a corrupção. Isso já é sabido, então, a distribuição de verbas tem que ser acompanhada sim por pessoas confiáveis, tipo as ogns. O Live 8 poderia ter um ainda maior impacto sobre a pobreza, se o G-8 desse mais importância às pessoas que sofrem com esse flagelo. É preciso um evento destes, para chamar a atenção sobre o que se passa nestes países?? Infelizmente parece que sim, embora daqui a pouco tempo, tudo volte ao mesmo!!! Infeliz de quem tem o azar de nascer nestes países, miseravelmente pobres!! Ainda se tivessem petróleo que despertasse o interesse do G8!! Se antes de tentarmos já nos dermos por vencidos ficará dificil!! Mas se todos se unirem e insistirem, com certeza chegaremos a um resultado, mesmo que não seja por completo!!! Não é em vão a liderança destes músicos na música mundial!! Parabéns!!! A mídia tem a missäo de apresentar e discutir os grandes temas da humanidade. A música tem o poder de chamar à atencäo e mobilizar pessoas. A iniciativa do evento Live 8 tem o poder de manter o tema de justiça econômica na pauta dos países ricos. Quanto mais discussäo sobre o tema, maiores as chances de alguma prática efetiva. Essa iniciativa é ótima mas só isso não basta. Acho que cada pessoa que fosse no show poderia levar um quilo de alimento para aqueles que estão passando fome. Não surtirá qualquer efeito além de um eventual aumento na venda de discos. A crise é estrutural e inerente ao sistema capitalista. A crise é também ambiental, pela pressão sobre os recursos naturais do consumo desenfreado. Enquanto o foco estiver no dinheiro, ele for a referência e a medida de todas as coisas, a crise persistirá. Derrotado o comunismo, é hora de se criar uma alternativa ao capitalismo que foi o melhor mas com o grave problema de ser insustentável. Festança apenas não resolve. Acredito que a iniciativa do Live 8 é boa, uma vez que agem na conscientização daqueles que estão acompanhando o evento, porém é necessário ressaltar que aqueles que detém o poder geralmente não se comovem com tais movimentos, a menos que haja algum interesse em meio a tudo. A manifestação do Live 8 pode parecer sincera por parte dos organizadores e artistas envolvidos (afinal são artistas de renome se unindo pela erradicação da pobreza), mas se revela irrisória diante da grave situação dos países africanos e do pouco interesse dos países mais ricos em desenvolver, em vez de dar esmolas. Como não mencionar que só agora o G8 quer ajudar a Nigéria? E isso apenas por ser aquele país um grande produtor de petróleo? O que foi feito pela África depois do Live Aid na década de 1980 justifica um novo megashow beneficente hoje? Talvez, com a conscientização das crianças nas escolas desde cedo, com políticas de desenvolvimento sérias para todos os países e com a eleição de políticos realmente idôneos, conseguíssemos melhores resultados do que com megraproduções, que mais parecem querer tirar um peso de nossas consciências! É claro que o Live 8 terá impacto sobre a pobreza, ou seja, haverá entretenimento para o povo! Sim, vale como referência para as pessoas que admiram os artistas, que podem se conscientizar e tomar alguma atitude em relação à pobreza, dentro do seu universo e de suas possibilidades. Além disso, todas as ações são válidas, pois não são excludentes. As medidas de maior amplitude não excluem paliativos. Se a intenção é chamar atenção para a miséria africana, o festival deve surtir efeito sim. No entanto, cabe questionar o tipo de ajuda que o festival propõe: Quanto ao cancelamento das dívidas externas, essa possibilidade existe. Já a "justiça comercial" não pode ser alcançada, ao menos a curto e médio prazos. Ela requer mudanças estruturais nos países africanos, que dependem de muito mais do que um show com personalidades. E por fim, faço uma ressalva quanto ao pedido da duplicação da ajuda financeira: É necessário questionar de que modo essa ajuda financeira chega aos países. Muitas vezes a ajuda é distribuída a chefes de governos, alguns deles ditadores, e grande parte membros da elite. Desse modo, a ajuda financeira nada mais faz do que aumentar a riqueza da elite, aumentando ainda mais as disparidades sociais. A medida surtirá efeitos, sim. Os tiranos do continente terão mais dinheiro para comprar armas, gastar em luxos pessoais e manter suas populações na pobreza. Não é meia duzia de artistas famosos que irá mudar a política dos países mais ricos, o que tem que mudar é a consciência de todo ser humano (principalmente dos governantes), parar de pensar em tantos lucros e valorizar a vida, pois se houvesse vontade, por mínima que fosse, dos países do G8 em ajudar a África, já teria melhorado e muito a qualidade de vida daquele povo, que depois de destroçado e explorado pelos povos "desenvolvidos" da Europa hoje se vê em completo abandono. Claro que o Live 8 não vai terminar com todos os problemas africanos. Mas, é altamente louvável a preocupação dos artistas com o futuro da humanidade pobre. Bob Geldof está, mais uma vez, de parabéns. Aliás, todos os participantes estão. |
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