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Brasileiros 'sem fama' roubam a cena na Europa Em uma rodada com atuações apagadas de Ronaldo e Roberto Carlos, Ricardo Oliveira, Thiago Motta, Adriano, Luciano e Émerson Thomé tentam ganhar espaço nos principais campeonatos da Europa. Mande também o seu comentário pelo formulário ao lado. Diego Toledo, da BBC Brasil A cada rodada, as atenções no Campeonato Espanhol se voltam para o time de estrelas do Real Madrid. No último sábado, não foi diferente. Mas o que se viu na partida contra o Valencia não foi exatamente o que todos esperavam.
O time de Beckham, Zidane, Ronaldo e Figo esteve irreconhecível, levou um baile e merecia ter sofrido uma goleada. A derrota por 2 a 0 ficou barata e quem esperava ver uma atuação de gala dos brasileiros Ronaldo e Roberto Carlos teve de se contentar com o gol de Ricardo Oliveira, atacante do Valencia e único brasileiro em campo a merecer algum elogio. Mas Roberto Carlos e Ronaldo não estiveram sozinhos, Zidane, Figo e Beckham também jogaram muito mal, e o técnico Carlos Queiroz precisa mostrar que tem cacife para transformar o time com os jogadores mais talentosos do mundo em uma equipe organizada, que não dependa apenas da genialidade de suas estrelas. Assim como Ricardo Oliveira, outros brasileiros menos famosos roubaram a cena na rodada de fim de semana do futebol europeu, embora alguns tenham chamado a atenção por seus erros, e não pelos acertos. Em Barcelona, apesar da boa atuação de Ronaldinho Gaúcho, o time da casa não conseguiu transformar as oportunidades criadas em gol e ficou no 0 a 0 diante do Atlético de Madri. O brasileiro menos famoso em destaque foi Thiago Motta, que voltou a ser titular no Barça, mas acabou expulso de maneira injusta – o que enterrou as chances de vitória do Barcelona. Os destaques positivos entre os brasileiros na Liga Espanhola foram Marcos Assunção, autor do gol da vitória do Bétis, e Sonny Anderson, que – apesar de começar a maioria das partidas na reserva – voltou a marcar um dos gols do Villarreal na vitória contra o Racing Santander. Itália e Inglaterra
Na Itália, onde Kaká aos poucos tenta conquistar seu espaço no Milan, o atacante Adriano, do Parma, divide a artilharia da Serie A com o ucraniano Andriy Shevchenko. Os dois marcaram cinco gols em quatro rodadas. O lateral Mancini, da Roma, foi muito elogiado por sua atuação contra o Ancona. O brasileiro teve participação decisiva nos dois primeiros gols da vitória de 3 a 0 de seu time e vai consolidando sua posição de titular da equipe. Já o meia Luciano, da Inter de Milão, começou como titular no empate em 0 a 0 com a Udinese e decepcionou. O brasileiro, que era conhecido como Eriberto e teve de cumprir suspensão de quatro meses por utilizar uma identidade falsa, foi expulso aos 17 minutos do primeiro tempo e desperdiçou a chance de se firmar na equipe. Na Inglaterra, a decepção é o zagueiro Roque Júnior, alvo de duras críticas pelas falhas na defesa do Leeds, que acumula três derrotas seguidas no Campeonato Inglês desde a chegada do brasileiro – incluindo duas goleadas por 4 a 0. Já o também zagueiro Émerson Thomé apresenta um retrospecto positivo: desde que estreou na defesa do Bolton, o time não perdeu mais – foram três empates e uma vitória, e apenas um gol sofrido, nas últimas quatro rodadas. O futebol brasileiro é assim: exporta Ronaldo, Roberto Carlos, Kaká, Ronaldinho Gaúcho e Kléberson, e ainda perde Adriano, Mancini, Thiago Motta, Luciano e Émerson Thomé. O problema é que nenhum deles fica por muito tempo no Brasil, e todos chegam na Europa com a "obrigação" de desequilibrar. Comentários dos internautas "O futebol europeu é bem diferente do brasileiro. Os dirigentes são exigentes – tem que jogar futebol como eles querem. Nós, brasileiros, temos tantas habilidades. É só adaptar e aplicá-las em campo, como os técnicos mandam, e o resultado aparece logo." "Alguns jogadores, além de não se adaptarem bem, se assustam com a sombra de grandes nomes internacionais, que, na verdade, não são tudo isso. Além disso, a maioria dos jogadores brasileiros são caseiros, aqueles que gostam de jogar para a família e a namorada ver. Quando nossos jogadores deixarem de ser 'filhinhos da mamãe', o verdadeiro talento estará esparramado por todo o mundo, pois somos os melhores." "Acho que um jogador como o ex-são-paulino Kaká joga em qualquer time do mundo porque ele é muito bom." |
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