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Atualizado às: 15 de agosto, 2003 - 20h44 GMT (18h44 Brasília)
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Brasileiros contam como é viver no exterior
Brasileiros no centro de Londres
Número de brasileiros em Londres triplicou

No dia 11 de agosto, 68 brasileiros que trabalhavam ilegalmente em um fábrica na Grã-Bretanha foram presos e encaminhados para deportação.

Eles são uma fração dos quase 6 mil brasileiros que são deportados ou são enviados de volta ao Brasil todos os anos, quando tentam entrar na Grã-Bretanha, onde o número de brasileiros triplicou desde 2001.

As dificuldades também se reproduzem em outros países europeus e nos Estados Unidos, principal destino dos brasileiros que emigram.

E você, já teve um experiência difícil no exterior ou conhece alguém que passou por isso? Como as pessoas são tratadas? E o que acha da saída dos brasileiros do país. Por que tantos estão buscando a vida no exterior?

Este fórum já foi encerrado. Veja abaixo os comentários dos leitores:

"A meu ver, sair do país de origem, só se for para algo líquido e certo no exterior ou seja: estando por cima. Quem já está mal aqui acaba ficando pior lá - onde quer que esse "lá" seja. Quem não se vê preparado na própria terra onde nasceu não pode pretender estar melhor em terra estranha. O brasileiro precisa aprender a enfrentar a dificuldade em sua terra e brigar por ela valorizando-a e ajudando-a exatamente nos momentos de crise. Não, não é patriotismo barato. É apenas praticidade e lógica: se você não sabe se virar em seu lar, com certeza não o saberá em casa alheia onde sua voz não será ouvida..."
Carlos Antonio Lopes, de São Paulo

"Não há ninguém que concerte a crise atual da economia dos USA no momento, nem U$600 bilhões (último pacote econômico). Está tudo aumentando e o salário diminuindo! Muita gente perdendo o trabalho. Se americano está perdendo o trabalho, imagina o imigrante? O imigrante no momento está ganhando 90% do nessessário para viver aqui (U$240.00 semanais). Resultado: Não venham tentar a sorte. Eu sim dei muita sorte. Sou engraxate."
Leandro M. Almeida, de Nova Iorque

"Morei durante um ano em Washington, nos Estados Unidos, em 1991. O que pude verificar nessa época é que muitos brasileiros acabam por decidir ir para o exterior atraídos por uma noção um pouco distorcida de 'vida melhor'. Por exemplo, muitas pessoas de classe média, sem problemas sociais ou financeiros, deixavam a casa dos pais, estudos ou algum trabalho ou profissão específica, para viver nos Estados Unidos trabalhando de garçom, garçonete e outros empregos equivalentes, sem nenhuma perspectiva de mudança na sua condição em médio prazo e sem nem pensar em investir nisso. Apenas movidas pelo sentimento de que 'no Brasil está ruim, lá tem várias oportunidades, chegando lá eu me viro fazendo qualquer coisa', com uma certa inconseqüência que muitas vezes tem o seu lado saudável. Mas o que na maior parte das vezes acontecia é que, sem se perceberem, elas acabavam por se acomodar naquele 'vidinha day-by-day', sem nenhuma aspiração. A questão da 'ilegalidade' é até uma conseqüência natural disso e da 'inconseqüência' citada anteriormente. No caso que eu presenciei, a grande maioria das pessoas que optaram por viver assim não tinham visto de trabalho, e muitas vezes seus vistos de turistas já haviam vencido há muito. O que elas diziam em linhas gerais é que, enquanto elas pudessem manter tudo do jeito que estava, estava tudo bem."
Carlos Bismarck, do Rio de Janeiro

"Vivo legalmente na Alemanha, mas percebo que eles não facilitam muito as coisas para nós, os estrangeiros, apesar de gostarem muito dos brasileiros. Viver fora do pais da gente não é fácil, mas é uma boa experiência."
Sonia Maria, de Karlsruhe, na Alemanha

"Primeiramente, não é fácil trabalhar no exterior. Muitas pessoas deixam o Brasil, na ilusão de buscar um meio de sobreviver. Morar e trabalhar fora é uma lição na vida, se aprende muitas coisas e, principalmente, damos valor às coisas que temos no Brasil. Talvez seja um privilegiado, mas considero todo brasileiro que deixa o país um heroi, mesmo aqueles que são deportados."
Edson Novaes, de Londres

"Algum tempo atrás, eu também estava morando no exterior. Sou filho de uma família japonesa, que mais ou menos 40 anos atrás veio para cá atrás de uma nova vida, de uma vida melhor. Mas há dez anos, fiz o caminho contrário dos meus pais, justamente para tentar conseguir o que eles queriam há 40 anos. Fiquei no Japão por muito tempo e, por eu ser filho de japoneses, tive mais sorte. Eu estava legalmente e, como eu conhecia o idioma, não foi muito difícil para conseguir um emprego e para viver a vida lá. Pelo contrário, achei bem mais tranqüilo que a vida que eu levava e que levo agora. Lá, somos conhecidos como 'dekasseguis', que significa pessoas que deixam a terra natal para conseguir emprego e dinheiro. Eu gosto do meu país, do nosso país, e tenho certeza que a maioria dos 'dekasseguis' que estão por aí, em algum lugar desse enorme planeta, amam esse país chamado Brasil e sonham com o dia que, com seu pé de meia formado, vão voltar e vão viver novamente neste país. Acredito eu que nenhum de nós estariámos deixando o país para tentar uma vida melhor se o Brasil não fosse tão desigual. Espero que um dia esse país se torne um país melhor para que todos os 'dekasseguis' espalhados pelo planeta possam voltar confiantes e cheios de sonho. Para isso acontecer, ainda não sei como, vou tentar mudar esse país e acredito que tenha mais pessoas pensando assim. Todos pensando assim um dia mudaremos esse Brasil. Não quero mais deixar esse país para conseguir o dinheiro para sustentar a minha familía."
Mario Sakamoto, de Londrina

"Acho que já passou da hora de Brasil e Grã-Bretanha terem acordos nessas situações para evitar prisões e maiores constrangimentos."
Eloisa, de São Paulo

"A vida do dinheiro é a vida que conhecemos, e é a vida da Europa. Ir sem dinheiro para qualquer lugar é triste e a pessoa não pode se iludir que navegará mares de rosas. Em todos os lugares, os pobres são submetidos à violência. A Europa pode ser menos violenta no sentido de ser mais elaborada - mas, em nenhum momento, isto significa moleza para quem não tem direitos, não compreende a língua que se fala, e não tem financeiramente como se fazer respeitar."
Lafayette Coutinho Moreira, do Rio de Janeiro

"Somos os melhores imigrantes de qualquer lugar do mundo. Os ingleses têm que entender e 'aceitar' nós brasileiros porque eles também foram não imigrantes, mas invasores de tantos outros continentes. Eu tive dificuldade no início, mas depois a coisa começou a facilitar porque, na Itália, em 97, estavam dando o documento pela lei italiana pela segunda vez. Eu entrei na lista, mas só andei avante porque eu vim do Brasil, formada em geografia. Daí, eu traduzi tudo, e reconheci pelo consulado."
Alba Garcia de Souza, de Milão

"Aqui na Irlanda, quando eu cheguei, em 1998, segundo a embaixada não havia então 300 brasileiros. Hoje em dia, este número deve ter aumentado em muito. A minha razão, particularmente, para ter vindo para Dublin, confesso, era depois tentar a Inglaterra, mas acabei ficando. O boom econômico do então chamado 'celtic tiger' e a possibilidade de usar a Irlanda como plataforma para a Inglaterra, suponho, foi o que trouxe tantos brasileiros, somado a várias reportagens na TV brasilera que diziam que isso aqui era o 'novo eldorado'. Hoje em dia, é cada vez mais difícil conseguir um emprego e me parece que aqui vai ser como Londres, em um futuro próximo. Quanto a Londres, com passaporte brasileiro, sempre evito passar pelo aeroporto de Heathrow, dando preferência a sempre fazer conexão aérea no continente."
Alexandre Doria, de Dublin

"Esse fenômeno não acontece somente em Londres onde morei por um ano (2001), mas na maioria das capitais dos países desenvolvidos. Morei em Sydney três meses (1999) e lá o fenômeno é o mesmo... uma verdadeira invasão de brasileiros. E muito triste constatar que o nível destes que vão ao exterior é, na sua maioria, pessoas que foram forçadas a deixar sua terra natal em busca de um emprego e uma vida digna."
Carlos Antonio de Assis Ortega, São Paulo (SP)

"É lamentavel que temos que sair de nosso país para tentar ter um futuro, não de rico, mas com mais dignidade."
Fernando, Recife

"Acho injusto o tratamento concedido aos brasileiros no exterior, principalmente pelo fato do Brasil históricamente receber com dignidade os estrangeiros que para cá vieram, sem qualquer tipo de distinção. Penso que a Diplomacia Brasileira deva com a urgência que o caso requer, buscar o desenvolvimento de um trabalho mais eficaz e sincero, no sentido de serem coibidos tais tratamentos para com nossos cidadãos lá fora. Penso que seja necessário que os organismos diplomáticos envidem seus melhores esforços no encontro de saídas inteligentes, justas e humanas visando a harmonização entre os povos, principalmente no que respeita ao livre trânsito dos cidadãos entre os Territórios, apartando, especialmente os ilegais, de quisquer tratamentos vexatórios e humilhantes. E para que se concretizem tais providências, não basta que tenhamos homens cultos nos cargos de diplomacia. É preciso haver simplicidade e coerência, e quero dizer com isso que esse cabedal de cultura deve e precisa reverter o bem da humanidade, caso contrário a diplomacia mundial passará a fazer apenas sentido burocrático, algo que nada acrescentará no desenvolvimento das relações sinceras e honestas entre os povos."
Lucia Helena de Lima, de São Paulo

"Alguns países europeus já estabeleceram quotas para a imigração. E por mais injusto que isto possa parecer, é a alternativa mais correcta para ambos os lados. A emigração de Brasileiros é uma questão de Estado, e uma questão interna. Por mais aliciante que possa ser contabilizar a entrada de dólares destes emigrantes na balança comercial brasileira, as autoridades brasileiras não podem ignorar que em muitos casos o preço pago por estes brasileiros, ultrapassa o cariz económico, e envolve privações, más condições de subsistência e exploração laboral."
Maurício Costa, de Lisboa

"Ex-empresário dono de concessionária Asia Motors do Brasil, fui trabalhar em Navios de Cruzeiros nos Estados Unidos (trabalho escravo) e depois como housekeeper para uma familia em Washington DC...fui um dos primeiros homens a cuidar de uma adolescente e duas meninas pequenas que ficavam sob minha guarda. Quando voltei ao Brasil em maio passado para renovar o meu visto como eu fazia a cada seis meses, os agentes da Imigração viram tudo no computador e não tiveram piedade.... não me deram permissão para ficar porque houve suspeita de que eu estava indo para trabalhar, mesmo mostrando o extrato de minha conta bancária, cartão de crédito e escritura de bens no Brasil acabaram com os meus sonhos...foi terrível."
Carlos Galli, de Barbacena (MG)

"Nós recebemos bem os visitantes, porém não somos bem recebidos em outros paises. Chegou a hora de nos fecharmos nesse aspecto."
Cleyton, de Franca (SP)

"Morei em Londres por quase um ano em 1990. O que mais vi foram brasileiros vivendo uma vida mais dura que a que tinham no Brasil. Muitos chegavam a trabalhar 36 horas contínuas para fazer um pé-de-meia, voltar e 'comprar tudo o que sempre quiseram'. Vi brasileiros que não aproveitaram a chance para aprender (ou melhorar) o idioma, enriquecer sua visão cultural da Europa, conhecer outras cidades e países vizinhos. Viveram uma ilusão do 'eldorado'. Dinheiro ganha-se e gasta-se. O conhecimento, que deveria ser a mola propulsora para os que desejam morar no exterior, infelizmente fica em último plano. Assim, não passaremos de mão-de-obra barata e desqualificada, com todas as dificuldades de quem está longe da família, dos amigos e de suas raízes."
Katia Lopes, de Belo Horizonte

"Estarei indo estudar na Inglaterra em Outubro/2003. É impressionante como, mesmo que o objetivo seja esse mesmo, o de estudar, essa notícia mexeu comigo - e acredito que com outras pessoas também. Parece que estão colocando pânico, medo e não passarei pela imigração... Só espero que isso seja uma simples paranóia!"
Juliana, de São Paulo

"Viví em Londres quase 3 anos antes de vir para a Suiça em 1978 onde vivo desde então. Caros compatriotas, saibam que a vida no estrangeiro é muito dificil, que os nossos direitos são limitados e o mercado de trabalho cada vez mais restrito. Sem diplomas universitários ou uma sólida experiência profis sional é melhor nem sonhar. Estou cansado de ver brasileiros humilhados apenas sobrevivendo por estas bandas. Uma lástima! Quando se pensa que milhares dêles são tão jovens e que fariam a felicidade de qualquer país que se dedicasse à sua juventude. O nosso Brasil ainda não compreendeu isso e continua pecando por presunção! Até quando?"
França Moreira, de Genebra

"Morei exatamente 1 ano em Miami, tendo apenas que voltar ao Brasil 1 vez neste período para renovar meu visto. Achei uma experiência maravilhosa. Encontrei muitas culturas diferentes, muitas religiões diferentes e acho que cresci muito neste período que lá passei. Trabalhei muito e ganhava 'pouco' comparado aos salários pagos aos americanos, mas minha condição de vida lá era bem melhor. Morei em um apartamento de frente para uma Baia onde tinha a Ilha das Estrelas, um prédio com 3 piscinas, a 8 quadras da Praia de Miami Beach. Nas mesmas condições de moradia e estilo de aqui no Brasil eu seria considerado uma pessoa MUITO RICA. Voltei apenas por ser muito ligado a minha Familia."
Rostand, de Recife

"Nunca precisei nem tive que trabalhar fora do Brasil, mas tive a oportunidade de passar alguns períodos, a trabalho, em alguns países da Europa e nos Estados Unidos. Apesar da aparente simpatia, nossa imagem, em geral, é péssima. Salvo alguns poucos ídolos esportivos ou culturais, o brasileiro é visto como um povo de segunda categoria, com baixa escolaridade e pouca dignidade. Concordo com essa visão. Respeito a decisão de qualquer pessoa de fazer o que bem entende de sua vida onde quiser. Só acho que é mais fácil arrumar a malinha e fugir covardemente para um país onde, depois de muitas guerras e sacrifícios, se encontra tudo pronto. Difícil é arregaçar as mangas e construir um país melhor para nossos filhos!"
Ozimar da Silva Pereira, de São Paulo

"Inicialmente queria ter uma nova experiência, num novo país. Decidi vir para Israel, por ser um país pequeno, adiantado e com baixo nível de assaltos. Cheguei em 1995, passei 2 anos e regressei ao Brasil em 1997. Gostei tanto da experiência, do acúmulo de novos conhecimentos, que voltei em 1998. Continuo aqui em Israel que, infelizmente tem sofrido as consequências da última Intifada iniciada em 2000. Em Israel hoje há cerca de 11.000 imigrantes brasileiros. Muitos são judeus que têm o direito de retorno à Terra Santa. São os "OLEH RADASH", que recebem alguns benefícios do governo, em título de estímulo à imigração de judeus a Israel. Porém a vida para os ilegais não é tão recomendável. Várias vezes assistimos a deportação de imigrantes ilegais. No campo profissional, por ter inglês fluente, nunca tive problemas para encontrar uma posição respeitável. Recomendo a experiência."
Ana Clara, de Israel

"Por mais que seja maravilhoso viver no conforto do primeiro mundo, você sempre será visto como 'imigrante'. Isso faz toda a diferença. No seu país, você está em casa... Gostaria que cada brasileiro tivesse oportunidade de ir para fora do país, qualquer lugar. Só para ver como é, e parar de reclamar de boca cheia."
Paula M., de Londres

"Morei muitos anos na Inglaterra, alguns anos na França e Itália e atualmente moro nos E.U.A. há cinco anos. São experiências extremamente positivas desde que legais e com um objetivo definido em mente. Os maiores obstáculos são, em minha opinião, o choque cultural que em geral ocorre após um período de deslumbramento inicial com o novo País de Primeiro Mundo, a perda do núcleo familiar e de amizades e das referências culturais o que, em geral, constitúem a causa do retorno à pátria."
Marlene Curtis, de Tamarac (E.U.A.)

"Eu acho um pouco lamentável que existam pessoas que saiam do Brasil não em busca de experienciar uma nova cultura, aprender uma nova lingua ou simplesmente ver o mundo, mas com a ambição de ganhar dinheiro. Ainda mais levando-se em conta que, devido aos altos custos da viagem, só vem para cá quem não é tão desfavorecido assim. Ou seja, se querem um futuro melhor, deveriam estar investindo em educação no Brasil mesmo, seja fazendo uma faculdade, seja seguindo uma carreira, e não achando que simplesmente mudar de país leva ao enriquecimento precoce."
Paula, de Londres

"Trabalhar ou estudar no exterior é uma experiência muita válida e aconselho a todos que puderem. Estou no Japão há 4 anos. Durante todo este tempo estou com bolsa do Monbusho, o ministério de esporte e educação japonês. Tenho normalmente contato com os brasileiros que também estão estudando aqui, mas também conheci alguns dekasseguis. Nossos problemas - estudantes e dekasseguis- são totalmente diferentes, mas ambos os grupos cedo ou tarde têm vários problemas aqui no Japão. Sobre os estudantes, porque estamos aqui com bolsa do ministério japonês e normalmente estudando em universidades conceituadas, acho que o povo japonês inicialmente se comporta de maneira extremamente simpática e 'acolhedora'. Essa é a primeira impressão. A lua de mel dura até que a 'curiosidade' do japonês sobre o estrangerio passe. A partir dai passamos a sentir um Japão bem diferente. Estive também por algum tempo na Alemanha (Bremen, 6 meses) e Holanda (Delft, 5 meses) adorei ambos paises e praticamente não tive problemas lá."
Edson Costa Santos, de Osaka

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