Breaking The new Olympic sport for 2024 explained (COPY) (COPY)

De Nova York a Paris

Breaking

O novo esporte olímpico
de 2024 em detalhes

Os Jogos Olímpicos de Paris 2024 marcarão a estreia do breaking — um estilo de dança de rua criado na década de 1970 em Nova York.

Atrair espectadores novos e mais jovens é uma prioridade para os dirigentes olímpicos.

Esse esforço para manter a relevância da Olimpíada fez com que o breaking se juntasse ao skate, à escalada esportiva e ao BMX freestyle entre os esportes urbanos na competição.

Surgido no Bronx na década de 1970, o breaking é caracterizado por acrobacias, movimentos rápidos com os pés e trilha sonora hip-hop.

A nova modalidade deve trazer um clima de festa à capital francesa neste verão.

Nova Yorke 1973
Que comece a festa!

A história do breaking 

O nascimento do breaking veio junto com o do hip-hop há 50 anos. No Bronx, um dos cinco distritos de Nova York, o breaking se tornaria parte integrante das animadas reuniões ao ar livre que ficaram conhecidas como block parties (festas de quarteirão), feitas com sistemas de som vibrantes. Inspirando-se em diferentes estilos de dança e música, tornou-se uma referência cultural das comunidades nova-iorquinas.

O break em uma música é quando todos os vocais e sons de outros instrumentos desaparecem, deixando apenas a percussão. Um dos fundadores do movimento breaking, o DJ Kool Herc, percebeu, enquanto se apresentava em festas do Bronx, que as pessoas dançavam animadamente sempre que aconteciam os intervalos nas faixas que tocava.

Ele passou então a tocar duas cópias do mesmo disco, mixando-as em dois toca-discos de modo a estender o intervalo, para que os dançarinos tivessem mais tempo para mostrar seus movimentos.

À medida que mais comunidades adotavam o breaking, os dançarinos formaram equipes para se enfrentar em batalhas de dança.

A Battle of the Year foi criada em 1990 e é reconhecida como a primeira grande competição de breaking.

A modalidade foi introduzida no palco olímpico em 2018 nos Jogos da Juventude de Buenos Aires e, após enorme sucesso, foi selecionada como um novo esporte para os Jogos de Paris.

Por dentro da linguagem do breaking 

O breaking tem uma linguagem própria. Então, quais são os termos-chave?

Batalha

Quando dois breakers ou duas equipes de breakers se enfrentam em uma competição.

B-boys e b-girls

Homens e mulheres que praticam o break dance.

Cypher

Um círculo em que os breakers dançam dentro. Os breakers entram no cypher um de cada vez, para dançar ao som da música e competir entre si.

Throw down

Quando um b-boy ou b-girl entra na pista e começa a dançar break.

Quais são os movimentos mais comuns do breaking

O breaking se inspira em manifestações culturais de diferentes do mundo, da dança latina ao kung fu.

Envolve acrobacias e movimentos complexos com os pés, de cambalhotas até giros de cabeça para baixo.

Top rock

Down rock

Windmill

Freeze

Como funciona o breaking olímpico?

Os dançarinos competirão em batalhas individuais que consistem em três throw downs de 60 segundos, com DJs tocando a música, um apresentador no microfone e cinco juízes que votam ao final de cada batalha para decidir o vencedor.

Um DJ seleciona a música e decide quais faixas serão tocadas durante a batalha enquanto os breakers improvisam suas rotinas, revezando-se para mostrar seus movimentos e recebendo notas de técnica, vocabulário (a variedade de movimentos incorporados), execução, musicalidade e originalidade.

Em vez de pontuar cada um desses critérios, os juízes usam um controle digital, deslizando-o em direção ao breaker que está vencendo o confronto. Portanto, se o breaker A tiver um desempenho melhor do que o breaker B, os juízes moverão o controle para o seu lado.

Cada uma das cinco categorias representa 20% da pontuação final. Com base na média dos controles deslizantes nesses cinco critérios, um breaker é eleito o vencedor de cada rodada.

Arena de Breaking

Formato e programação

A competição de breaking acontece durante dois dias na Place de la Concorde, em Paris — uma importante praça situada nos Champs-Elysees, onde também serão realizadas outras disputas de esportes urbanos.

Duas medalhas de ouro estão em disputa, com 32 breakers competindo. As 16 mulheres entram em ação em 9 de agosto, e os 16 homens, em 10 de agosto.

Cada conjunto de 16 competidores será dividido em grupos de quatro para uma fase onde todos os breakers disputarão contra os demais de seu grupo. Os dois primeiros colocados de cada grupo avançam para as quartas de final.

Esses oito breakers são então colocados em outro grupo, onde o breaker classificado em oitavo enfrenta o breaker com melhor classificação; o número sete disputa com o número dois e assim por diante. O perdedor de cada uma dessas batalhas é eliminado, e o vencedor avança. A competição continua nas semifinais e nas finais.

Quem são os favoritos?

Será um grande prestígio conquistar a primeira medalha da modalidade nos Jogos de Paris.

Os campeões mundiais de 2023, o b-boy Victor, dos Estados Unidos, e a b-girl Nicka, da Lituânia, foram os primeiros a se classificar.

Apesar da força da cultura hip-hop brasileira, nenhum dançarino ou dançarina representará o Brasil nas Olimpíadas de Paris 2024.

Também não haverá representantes da América Latina.

B-boy Victor

Também conhecido como Victor Montalvo, é um breaker americano da Flórida que garantiu sua vaga em Paris ao vencer o Campeonato Mundial na Bélgica no ano passado.

Seu pai, Victor Bermudez, e seu tio, Hector, foram figuras importantes na evolução do breaking mexicano.

Conhecido pelo estilo e personalidade de suas performances, Victor, candidato ao pódio em Paris, também ganhou o ouro nos Jogos Mundiais de 2022, mostrando sua criatividade e individualidade.

B-girl Nicka

Dominika Banevic tornou-se campeã mundial feminina no ano passado, com apenas 16 anos, garantindo sua vaga olímpica.

Uma das competidoras mais jovens em cena, a lituana é também campeã europeia e, evidentemente, a idade não a impede de competir em pé de igualdade contra concorrentes mais experientes.

O breaking continuará sendo um esporte olímpico?

A essa altura, pode parecer óbvio sugerir que "sempre haverá uma nova chance em Los Angeles em 2028" para aqueles que perderem nestes Jogos Olímpicos.

No entanto, aqui está a decepção para os futuros b-boys e b-girls: o breaking foi deixado de fora da programação da próxima Olimpíada.

A Federação Mundial de Dança Esportiva diz que está trabalhando duro para mudar isso para os Jogos de Brisbane em 2032, e os dois dias em que a modalidade estará sob os holofotes em Paris podem ser decisivas para isso.

Crédito

Editora: Sonia Oxley
Escrito por: Jess Anderson
Design: Lee Martin
Ilustrações de Nova York: Ryan Olbrysh
Ilustrações de tipografia: Nicolaas Kotzé
Edição de vídeo: Thiago Braz
Legendas: John Skilbeck
Imagens: Getty Images