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Atualizado às: 27 de abril, 2007 - 13h37 GMT (10h37 Brasília)
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Violoncelista Rostropovich morre aos 80 anos
Mstislav Rostropovich
Rostropovich foi elogiado pelo presidente Vladimir Putin
O famoso violoncelista e maestro russo Mstislav Rostropovich morreu em uma clínica de Moscou depois de um longo período de doença, aos 80 anos, segundo a porta-voz do maestro.

Além de ser um dos músicos mais renomados do mundo, Rostropovich também ficou conhecido por seu apoio aos direitos humanos e pela oposição ao antigo regime soviético.

O maestro passou grande parte de sua carreira fora de seu país, em um exílio voluntário da então União Soviética, devido ao seu apoio ao escritor dissidente vencedor do prêmio Nobel Alexander Solzhenitsyn.

Com o colapso da União Soviética, Rostropovich voltou ao seu país.

Há um mês o Kremlin fez vários elogios ao maestro no aniversário de 80 anos de Rostropovich.

O presidente Vladimir Putin afirmou na ocasião que o músico não era "apenas um violoncelista brilhante e um maestro talentoso", mas também "um forte defensor dos direitos humanos".

Exílio

Rostropovich estudou no Conservatório de Moscou com compositores como Sergei Prokofiev e Dimitry Shostakovich, já construindo a própria reputação.

Mas seu apoio a dissidentes como Alexander Solzhenitsyn - declarado em uma carta ao jornal estatal Pravda - deixou o maestro em uma situação delicada no país.

Ele deixou a União Soviética e passou vários anos no ocidente com sua mulher, a soprano Galina Vishnevskaya, e seus filhos, onde continuou a fazer sua carreira internacional. Em novembro de 1989 ele fez uma apresentação espontânea tocando uma suíte de Bach no meio dos destroços do muro de Berlim e a imagem foi transmitida pelo mundo.

Alguns anos depois o violoncelista foi reabilitado pelo então líder russo Mikhail Gorbachev, e voltou à Rússia várias vezes para se apresentar.

Ultimamente Rostropovich dividia seu tempo entre a Rússia, Estados Unidos e França.

Em uma entrevista ao Serviço Mundial da BBC em 2002 ele afirmou que a carta do jornal Pravda foi a melhor coisa que tinha feito em sua vida.

"O melhor passo não foi dado na música, mas em uma página daquela carta. Desde aquele momento minha consciência estava limpa e clara", disse.

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