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Irã diz que filme com Rodrigo Santoro é 'insulto' à civilização | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O governo do Irã fez duras críticas ao filme 300, em que o ator Rodrigo Santoro interpreta o imperador persa Xerxes, e afirmou que o longa é um ataque à cultura iraniana. O filme, que quebrou o recorde de bilheteria no mês de março nos Estados Unidos, é baseado na graphic novel de Frank Miller que reconta a batalha de Termópilas, liderada pelo guerreiro espartano Leônidas e 300 dos melhores guerreiros de Esparta contra o exército gigantesco do imperador Xerxes, da Pérsia. Javad Shamqadri, conselheiro cultural do presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad, disse que o filme é uma "guerra psicológica" contra Teerã e seu povo, mas a cultura iraniana é forte o bastante para agüentar o ataque. "Autoridades culturais americanas pensaram que poderiam ter satisfação mental saqueando o passado histórico do Irã e insultando esta civilização", afirmou o conselheiro. "Depois da Revolução Islâmica no Irã, Hollywood e autoridades culturais dos Estados Unidos iniciaram estudos para descobrir como atacar a cultura iraniana. Certamente, este filme é produto destes estudos", acrescentou. 'Guerra' As críticas ao filme também ganharam espaço na imprensa iraniana. "Hollywood declara guerra aos iranianos", afirmou a manchete do jornal Ayandeh-No. De acordo com a publicação, o filme "tenta dizer às pessoas que o Irã, que agora está no Eixo do Mal, é a fonte do mal há muito tempo e os ancestrais dos iranianos modernos são selvagens feios e estúpidos como os mostrados em 300". Três membros do Parlamento iraniano também escreveram ao Ministério do Exterior para protestar contra a produção e exibição do que chamaram de "filme de Hollywood anti-Irã". O longa já é um sucesso nos Estados Unidos, onde arrecadou quase US$ 71 milhões em seu primeiro final de semana de exibição. No Brasil, o filme deve estrear no dia 30 de março. Esta não é a primeira vez que o Irã protesta contra um longa de Hollywood. Em 2004, houve escândalo no Irã devido ao épico Alexandre, dirigido por Oliver Stone, que mostrou o general da Macedônia conquistando facilmente o império persa. |
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