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Fãs prestam tributo a James Brown em funeral no Harlem | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Centenas de fãs se reuniram na quinta-feira diante do Teatro Apollo, no bairro do Harlem, em Nova York, para se despedir do astro da música soul James Brown, que morreu na última segunda-feira, aos 73 anos. Enquanto uma carruagem levava o caixão dourado com o corpo de Brown para o velório, fãs cantavam um dos maiores sucessos do cantor, a música Say it Loud - I'm Black and I'm Proud. Depois do cortejo fúnebre pelas ruas do Harlem, o corpo de James Brown seguiu para o Teatro Apollo, uma das casas de espetáculo favoritas do cantor, onde ficou exposto à visitação pública. Nesta sexta-feira, o caixão segue para a cidade natal de James Brown, Augusta, no Estado americano da Geórgia. Uma cerimônia privada, para a família e amigos íntimos do cantor, será realizada na véspera de um funeral público, no Estádio James Brown, no sábado. Velório Durante o velório no Harlem, o reverendo Al Sharpton, ativista pelos direitos civis e amigo de Brown, prestou sua homenagem.
"Foi James Brown quem, com uma canção, apagou a palavra negro do nosso vocabulário para sempre e nos fez dizer, e dizer alto, que somos negros e somos orgulhosos", disse Sharpton. A palavra negro, em inglês, tem conotações racistas. Na letra da canção citada pelo reverendo, James Brown usa o adjetivo black para se referir à cor da pele. "Ele provou para nós que se você acredita em Deus e em você mesmo, pode chegar lá", acrescentou o reverendo, que foi empresário de Brown na década de 70. Sharpton disse que o cantor foi um grande símbolo para os negros americanos, como um líder social e como um inovador. "Não saímos às ruas porque ele teve canções de sucesso. Muitas pessoas fizeram sucesso, mas não sem fazer concessões". "Ele nunca se curvou, cedeu ou prestou reverência. Nunca diluiu sua música. Pediam a ele que maneirasse, mas ele dizia que se não queriam James Brown, não deviam tê-lo contratado", disse Sharpton.
Um dos fãs que participaram da homenagem ao cantor na quinta-feira foi Norman Brand, um homem de 55 anos de idade, do Alabama. De acordo com Brand, a música Say it Loud - I'm Black and I'm Proud "mudou a atitude da maioria das pessoas negras". "Foi como um despertar", descreveu o fã. "Antes, se você era chamado de negro, era como um insulto. Uma música e uma palavra podem mudar toda a situação." "Emoção" O prefeito de Augusta, Deke Copenhaver, disse que as atenções na cidade estarão voltadas nos próximos dias para a Praça James Brown. "Uma das coisas mais bonitas que eu já vi é a multidão que vem homenageá-lo na estátua de James Brown", afirmou. Considerado o maior nome da música soul, Brown tem entre seus maiores sucessos I Got You (I Feel Good), Sex Machine e This Is a Man's World. Foi anunciado que a cantora Chaka Khan vai substituir Brown em um show na véspera do Ano Novo do B.B. King's Blues Club em Nova York. |
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