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Diretor premiado em Cannes se defende da crítica | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O diretor de cinema Ken Loach rebateu acusações de que seu filme The Wind that Shakes the Barley, premiado em Cannes, seja anti-britânico. "Bobagem", disse Loach à BBC. "Poderíamos ter mostrado coisas muito piores do que o que está no filme." Loach disse também que acusações de que seu filme poderia ser usado como folheto de recrutamento para o Exército Republicano Irlandês, o IRA, são "um chute barato" e "quase não merecem resposta". O filme mostra os primeiros anos na história do IRA e a luta da Irlanda para se tornar independente da Grã-Bretanha na década de 20. The Wind that Shakes the Barley acaba de ganhar a Palma de Ouro em Cannes. Em uma coluna publicada na edição desta terça-feira do tablóide britânico The Sun o jornalista Harry McAdam diz que The Wind that Shakes the Barley é "o filme mais pró-IRA da história". Sua trama, ele acrescenta, é "calculada para cobrir a reputação da nossa nação de lama". 'Brutalidade landária' No tablóide britânico Daily Mail a jornalista Ruth Dudley Edwards escreveu que o objetivo do filme de Loach é "encorajar comparações diretas entre a Irlanda no período entre 1920 e 1922 e o Iraque hoje". "Isto, naturalmente, requer que os britânicos sejam caracterizados como sádicos e os irlandeses como a resistência romântica e idealista". A história, contada exclusivamente do ponto de vista dos personagens irlandeses, mostra soldados britânicos cometendo atos de violência indiscriminada. Loach disse, no entanto, que seu filme mostra de forma realista a forma como os regimentos se comportavam. "Sua brutalidade é lendária, ninguém poderia questionar isso", disse o diretor. Ele acrescentou que o filme fala sobre "um grupo de pessoas, em sua maioria jovens, lutando para botar um exército de ocupação para fora de seu país". "Você pode compará-los à Resistência Francesa." Em entrevista anterior, Ken Loach, conhecido por sua oposição à guerra no Iraque, disse que há fortes paralelos entre o filme e eventos atuais. "Existe sempre um exército de ocupação em algum lugar do mundo. E esse exército sempre encontra a resistência da população ocupada", disse Loach. "Os britânicos, infelizmente e ilegalmente, têm um exército de ocupação no Iraque". Antes de dirigir The Wind that Shakes the Barley, Ken Loach concorreu à Palma de Ouro sete vezes. Vários de seus filmes são politicamente engajados. Em 1990, o diretor ganhou o prêmio do júri em Cannes pelo drama Agenda Secreta. O filme fala sobre a política de "atirar para matar" adotada pelo Exército britânico na Irlanda do Norte. Tido por muitos como o mais importante diretor inglês das últimas três décadas, Loach dirigiu Meu Nome é Joe, Uma Canção para Carla, Ladybird e Terra e Liberdade. | NOTÍCIAS RELACIONADAS Artistas britânicos assinam carta contra guerra ao Iraque18 de setembro, 2002 | Cultura & Entretenimento Cruise e Spielberg apóiam guerra contra o Iraque27 de setembro, 2002 | Cultura & Entretenimento Diretor britânico Ken Loach ganha Palma de Ouro em Cannes28 de maio, 2006 | Cultura & Entretenimento LINKS EXTERNOS A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados. | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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