 |  Polanski era acusado de ter seduzido mulher no dia do funeral de Sharon Tate |
O cineasta Roman Polanski ganhou nesta sexta-feira um processo contra a revista americana Vanity Fair, que terá que indenizá-lo em cerca de US$ 87 mil (aproximadamente R$ 205 mil) por danos morais. A revista, em uma reportagem realizada em 2002, afirmou que o diretor de O Pianista, O Bebê de Rosemary e Lua de Fel teria tentado seduzir uma mulher em um restaurante em Nova York no dia do funeral da esposa dele, Sharon Tate, em 1969. O veredicto foi dado por um tribunal em Londres, para a qual Polanski depôs de sua casa em Paris, por meio de videoconferência. O diretor temia que, se fosse a Londres, ele correria o risco de ser extraditado para os Estados Unidos, onde enfrenta processo por ter tido relações sexuais com uma menor de 13 anos em uma outra ocasião. A Conde Nast, editora da Vanity Fair, admitiu que a reportagem era imprecisa, afirmando que o incidente ocorreu na verdade semanas depois do assassinato de Sharon Tate por seguidores da seita de Charles Manson, que entraram na casa do casal na Califórnia. A revista, no entanto, manteve que a sedução aconteceu semanas depois da morte de Tate, que estava grávida. "Três anos da minha vida foram interrompidos. Três anos nos quais não tive outra escolha se não lembrar os eventos terríveis de agosto de 1969, o assassinato da minha mulher, do meu filho que não nasceu e dos meus amigos", disse Polanski depois do veredicto. "Eu estou obviamente satisfeito", disse o cineasta.
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