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Família que acusa Jackson não pediu ajuda, diz testemunha | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Janet Arvizo, mãe do jovem que acusa Michael Jackson de abuso sexual, não teria pedido ajuda durante o período em que sua família ficou supostamente presa no rancho do cantor na Califórnia. As alegações foram feitas na segunda-feira, na corte que julga o caso, por uma ortodontista e uma depiladora que atenderam Arvizo quando ela saiu ocasionalmente de Neverland, enquanto seus filhos lá estavam. Ambos disseram que ela não fez tentativa alguma de fugir. Mas uma ex-empregada do rancho disse que Arvizo lhe havia contado que estava no local contra a sua vontade. Sem sinais A promotoria alega que o cantor e cinco de seus assistentes conspiraram para manter a família Arvizo prisioneira durante três semanas, após a transmissão, em 6 de fevereiro de 2003, de um documentário de televisão que mostrava Jackson de mãos dadas com Gavin Arvizo e admitindo que os dois dormiam na mesma cama. A ortodontista Jean Lorraine Seamount disse ao júri que Janet Arvizo e seus dois filhos não fizeram tentativa alguma de avisar as autoridades ou até de fugir durante uma visita de duas horas que fizeram ao seu consultório, em 24 de fevereiro de 2003. A depiladora Carole McCoy, que tinha um salão de beleza perto de Neverland, também disse aos jurados que Arvizo não mostrou sinais de estar sendo mantida no rancho, durante uma sessão em 11 de fevereiro. Mas Maria Gomez, que trabalhou em Neverland durante dez anos, disse que, entre fevereiro e março de 2003, a mãe de Gavin Arvizo teria dito que sua família estava prisioneira e teria pedido para que ela os ajudasse a fugir de Neverland. "Naquela ocasião, a senhora Arvizo disse que três pessoas a estavam mantendo no rancho e estavam 'interferindo' na sua relação com Michael Jackson", disse Gomez, segundo a agência de notícias France Presse. Entretanto, a ex-empregada revelou ainda que, antes disso, Janet Arvizo teria chegado a elogiar Michael Jackson e a admitir que queria que seus filhos chamassem o cantor de "pai". Ex-advogados Na semana passada, Mark Geragos, um dos ex-advogados de Michael Jackson, contou ao tribunal que tinha "sérias preocupações" sobre as intenções de Gavin Arvizo. Ainda na semana passada, outro ex-advogado do cantor, Robert LeGrand, admitiu suspeitar que dois assistentes de Jackson, Ronald Konitzer e Dieter Wiesner, desviaram US$ 965 mil (R$ 2,3 milhões) das contas do cantor. LeGrand adicionou que Jackson foi "enganado" sobre a produção do documentário, feito pelo jornalista britânico Martin Bashir, que resultou nas investigações sobre o astro. Segundo o advogado, o cantor assinou "contratos terríveis" antes das filmagens, o que deu a Bashir e ao canal de televisão Granada todos os direitos sobre o material. Se for considerado culpado pelos dez crimes de que é acusado, Jackson pode ficar até 20 anos na prisão. Michael Jackson nega todas as acusações. |
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